Taxistas lusos solidários com a luta em Espanha

A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) está solidária com a luta dos taxistas espanhóis e apela aos profissionais portugueses para que se mantenham alerta.

Em nota divulgada segunda-feira, 30, a FPT «congratula-se com a consciência de classe que mobiliza os profissionais nas principais cidades espanholas» e, «partilhando a luta contra o trabalho precário num mercado especulativo promovido por multinacionais», realça que «a realidade do sector táxi em Portugal exige o mesmo grau de motivação e empenho».

Já anteontem, o presidente da FPT, Carlos Ramos, contactado pelo Avante!, explicou que o que está em causa em Espanha é o cumprimento da legislação que impõe a contingentação do número de operadores descaracterizados (Uber e Cabify, sobretudo).

Entretanto, e conhecida que foi a promulgação, também anteontem, pelo Presidente da República, da Regulamentação dos Transportes em Veículos Descaracterizados, Carlos Ramos considerou que Marcelo Rebelo de Sousa não foi coerente com a posição assumida quando vetou a primeira versão do diploma, uma vez que as preocupações então suscitadas não foram acolhidas no novo texto final aprovado por por PS, PSD e PAN no dia 12 de Julho.

Ao fim do dia de segunda-feira, no Marquês de Pombal, e anteontem, no Aeroporto Internacional de Lisboa, centenas de taxistas participaram em protestos de solidariedade para com os colegas espanhóis. Em semelhante expressão de solidariedade, seguiram segunda-feira para Madrid quatro táxis com 12 profissionais portugueses, revelou, por outro lado, Carlos Ramos.

 



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