O PARTIDO NAS EMPRESAS
Informar, mobilizar e dar sentido à luta

É a própria realidade a comprovar todos os dias que a intervenção do PCP, partido dos trabalhadores, é ainda mais necessária junto destes, nas empresas e locais de trabalho. É aqui que se dá o confronto decisivo com o capital, se forma a consciência política e de classe, se revelam os combatentes. Nesta intervenção, que urge reforçar e alargar, os boletins e comunicados assumem uma importância decisiva.

Na edição de Julho do «Com Fibra», a célula do Partido no grupo Navigator esclarece e mobiliza os trabalhadores para a luta por um plano de carreiras justo. Após os avanços verificados ao nível do Acordo de Empresa e dos cadernos reivindicativos, devido à unidade e luta dos trabalhadores, o Partido realça estar chegada a hora de «garantir um Plano de Carreiras (PC) que vá ao encontro das pretensões dos trabalhadores e que resolva algumas das maiores injustiças que se verificam em termos remuneratórios e não só». Em várias empresas do grupo há trabalhadores que se encontram há largos anos fora das bandas salariais correspondentes às suas funções.

«Não desarmem! Organizem-se e resistam!» é o apelo do Sector de Empresas de Oeiras aos trabalhadores da Lisgráfica, empresa que corre o risco de insolvência e encerramento. No comunicado distribuído, os comunistas lembram que em 2013 a empresa tinha cerca de 500 trabalhadores e hoje não chegam a 200. Do Plano Especial de Revitalização realizado em 2013 «resultou a diminuição de postos de trabalho e precarização das relações laborais, com um aumento exponencial da subcontratação e a presença de trabalhadores sem qualquer vínculo contratual para corresponder a maiores picos de produção».

O PCP exige do Governo a assunção de medidas que assegurem o «respeito integral pelos direitos dos trabalhadores» e a manutenção da empresa e respectivos postos de trabalho.

Também a célula da aviação do PCP distribuiu um comunicado aos trabalhadores da ANA – Aeroportos de Portugal no qual exige que os resultados da ANA e da multinacional que a detém, a Vinci, se reflictam nos salários, direitos e condições laborais dos trabalhadores. Só em 2017, a Vinci alcançou resultados de 311,9 milhões de euros à custa do aumento de taxas e tarifas, da redução do investimento e do aumento da exploração. Desde 2012 os lucros da ANA aumentaram 361 por cento.

O PCP denuncia ainda, no comunicado, as condições em que se processou a privatização da empresa gestora dos aeroportos nacionais e as suas consequências para as infra-estruturas, o serviço prestado e as condições de trabalho.

No Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a célula do PCP distribuiu um comunicado aos trabalhadores em que rejeita que um direito fundamental como o horário de 35 horas seja utilizado como «bode expiatório» das insuficiências de pessoal no Serviço Nacional de Saúde. O que se impõe é o investimento público para melhorar as condições físicas dos hospitais e outros equipamentos e dotá-los dos milhares de profissionais em falta.




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