«O PCP dinamiza a sua acção»
É PRECISO RESPONDER AOS PROBLEMAS DO PAÍS

O PCP tem marcado a sua posição e realizado acções sobre os mais diversos temas da vida nacional e internacional, numa intensa actividade que prossegue e confirma a sua distintiva natureza de classe, ao serviço dos trabalhadores, do povo e do desenvolvimento do País.

Fê-lo na declaração da passada segunda-feira, dia 6, para lembrar os hediondos crimes do imperialismo em Hiroxima e Nagasáqui e com a utilização criminosa de armas de destruição massiva contra as populações a que continua a recorrer na actualidade; para alertar para os enormes perigos da actual situação mundial e apelar à luta contra o militarismo, o fascismo e a guerra, contra a política agressiva do imperialismo, pela dissolução da NATO, pela solução pacífica dos conflitos no respeito pela soberania dos povos, pelo desarmamento, pelo fim de todas as armas nucleares, químicas, biológicas de destruição massiva; para apelar à luta pela paz.

Fê-lo também condenando o atentado terrorista contra a vida do Presidente Nicolás Maduro como de outros altos dirigentes da República Bolivariana da Venezuela perpetrado em Caracas no sábado, dia 4, expressando solidariedade ao Presidente e ao legítimo governo bolivariano e às forças revolucionárias e progressistas venezuelanas.

Fê-lo de igual modo quando se pronunciou contra as inaceitáveis limitações no funcionamento do 112, exigindo do governo medidas inadiáveis indispensáveis ao seu funcionamento e dignificação das suas funções; quando voltou a chamar a atenção para a contínua degradação da ferrovia nacional exigindo investimento público urgente nesta área.

Fê-lo igualmente para exigir do governo intervenção no sentido de impedir o eventual aumento em dez por cento do preço da electricidade cuja possibilidade foi entretanto anunciada.

Pronunciou-se ainda para criticar a promulgação pelo Presidente da República do diploma que altera a Lei das Finanças Locais e da Lei Quadro de Transferências de Competências.

Pronunciou-se também para criticar a posição do Governo ao não assumir o controlo accionista por parte do Estado do SIRESP, como se impunha perante as falhas clamorosas que o mesmo apresentou nos incêndios de 2017, o que é mais um exemplo flagrante do que são os contratos PPP e dos prejuízos que resultam para o Estado, quer da privatização da PT/Altice quer de não terem sido tomadas medidas para controlo de activos por parte do Estado do Grupo Espírito Santo e do Grupo SLN/BPN, aquando da dissolução desses dois grupos.

Fê-lo ainda para valorizar a melhoria das pensões de reforma traduzida no seu novo aumento extraordinário a partir deste mês, pelo segundo ano consecutivo, pela acção e contribuição decisiva do PCP e da luta dos reformados, pensionistas e idosos. Acção e iniciativa a que o PCP procurará dar continuidade em 2019 tendo em vista assegurar um novo aumento mínimo de dez euros em todas as pensões com efeitos a 1 de Janeiro próximo.

E enquanto o PCP, preocupado com os problemas que afectam a vida dos trabalhadores, do povo e do País, desenvolve a sua acção insistindo na necessidade de respostas, diversamente, outros partidos políticos assumem movimentações típicas dos períodos que antecedem a realização de eleições: mistificação, populismo e tentativas de branqueamento das suas responsabilidades no avolumar dos problemas do País, enquanto a comunicação social dominante prossegue uma linha de bloqueio à divulgação da acção e da mensagem política do PCP.

Ao mesmo tempo que o governo minoritário do PS, em vez de responder aos problemas do País, vai fingindo que tudo vai bem em Portugal, adia as soluções para os grandes problemas nacionais e mostra-se particularmente preocupado em cumprir as metas do défice com submissão às imposições da União Europeia e do Euro.

O PCP prosseguirá a sua acção, estimulando a luta de massas, dinamizando o reforço do Partido e preparando a Festa do Avante!, consciente de que é preciso avançar na defesa, reposição e conquista de direitos. Mas igualmente consciente que há problemas estruturais que só será possível resolver rompendo com a política de direita e concretizando uma política patriótica e de esquerda.

No conjunto desta acção, assume particular importância a preparação da Festa do Avante!. É preciso dar grande atenção às questões da divulgação da Festa e da venda da EP. É preciso desenvolver um programa diário de divulgação e cuidar da sua projecção. É necessário assegurar a construção e promover a participação militante e o envolvimento de muitos amigos do PCP e da Festa nas diversas tarefas a realizar.

Trata-se de preparar de novo este ano o maior acontecimento político-cultural no País, poderosa manifestação de alegria e confiança no futuro.




 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: