Lembrar Hiroxima e Nagasáqui é falar dos perigos reais do presente
Não esquecer Hiroxima e Nagasáqui

PAZ Ao recordar os bombardeamentos nucleares a 6 e 9 de Agosto de 1945 de Hiroxima e Nagasáqui, o PCP alerta para os perigos da situação mundial actual, apelando à intensificação da luta pela paz.

Relembrando os crimes dos EUA contra as populações de Hiroxima e Nagasáqui, em conferência de imprensa realizada a 6 de Agosto (dia em que se assinalou os 73 anos do lançamento da primeira bomba atómica sobre Hiroxima), Margarida Botelho, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, destacou que a utilização da arma nuclear não se destinou a pôr um fim à guerra, foi sim uma demonstração que procurou «ditar as regras do novo mundo pós-bélico». No contexto da libertação da Europa do fascismo, graças ao papel determinante da União Soviética e do seu Exército Vermelho e com o contributo da resistência antifascista, os EUA procuraram demonstrar até que ponto estavam dispostos a ir de modo a travar a onda de libertação nacional e social decorrente da derrota do nazi-fascismo.
A destruição de Hiroxima e Nagasáqui foi um prelúdio da ofensiva antipopular e anticomunista dos anos seguintes, iniciada pelos sectores mais reaccionários do grande capital, denominada ‘Guerra Fria’. Nas décadas seguintes seria evidente o uso criminoso de armas de destruição massiva pelo imperialismo norte-americano contra populações civis, utilizando armas químicas e biológicas nas guerras da Coreia e do Vietname, ou armas à base de urânio empobrecido na Jugoslávia e no Iraque. Realçada pela dirigente comunista foi também a utilização de campanhas «grotescas», nas quais os utilizadores de armas de destruição massiva «pretendem transferir para as suas vítimas os seus próprios e odiosos crimes», referindo, ainda a este propósito, que países como o Iraque e a Líbia foram alvo de agressão e destruição mesmo após terem aceite programas de desarmamento.
Abordando a actual situação mundial, o PCP alerta para o perigo da confrontação entre as maiores potências nucleares, a escalada militarista e bélica que se seguiu ao desaparecimento da União Soviética, as guerras de agressão imperialista que destruíram países que procuraram manter a sua autonomia face ao domínio das grandes potências imperialistas e os perigos da escalada agressiva e hostil contra a Rússia, a República Popular da China e «outros países que se recusam a ser meros vassalos da imperialismo». Para o PCP, o belicismo crescente dos EUA, da UE e «do seu braço armado, a NATO», constitui uma ameaça para a Paz e para os povos do mundo, sendo o resultado do aprofundar da crise estrutural do capitalismo, «da profunda alteração na correlação de forças económicas a nível mundial e do acirrar das contradições e rivalidades em todas as frentes».

Pela defesa da paz

Depois de lembrar que falar de Hiroxima e Nagasáqui passa por falar dos «perigos reais do presente», Margarida Botelho sublinhou que é necessário intensificar a luta contra «o militarismo, o fascismo e a guerra, contra a política agressiva do imperialismo, pela dissolução da NATO, pela solução pacífica dos conflitos com respeito pela soberania dos povos, pelo desarmamento e, em particular, pelo fim de todas as armas nucleares, químicas, biológicas e de destruição massiva».
A dirigente comunista deixou ainda um forte apelo à mobilização dos trabalhadores e do povo português contra as guerras imperialistas e pela Paz, pela dissolução da NATO, contra o aumento dos gastos militares e o militarismo impostos pela NATO e UE e pela assinatura por Portugal do Tratado pela Proibição das Armas Nucleares.
O PCP denunciou, por fim, a disponibilidade do Governo do PS, e o compromisso por este assumido com a NATO para aumentar as despesas militares em 1,98 por cento do PIB até 2024, defendendo que o governo português tem a obrigação constitucional de «pugnar pela paz, a amizade e a cooperação com todos os povos do mundo» e que deve rejeitar qualquer apoio ou envolvimento nas agressões e ingerências promovidas pelos EUA e UE. A responsável comunista terminou a sua declaração afirmando que «terão de ser os povos do mundo a impor às forças da guerra e agressão imperialista, a defesa da Paz e a garantia de que o horror de Hiroxima e Nagasáqui não mais se repetirá».




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