Breves
EUA são fonte de «instabilidade»

O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Ri Yong-ho, efectuou uma visita oficial à República Islâmica do Irão. Durante a sua estada em Teerão, à frente de uma delegação governamental, foi recebido pelo presidente iraniano, Hassan Rouhani, e teve encontros com outros responsáveis persas. Tanto a RPDC como o Irão consideram os EUA como a «fonte de instabilidade e insegurança em distintas partes do mundo» e apoiam mutuamente as respectivas posições contra as «intimidações e ingerências de Washington», noticiou a Agência Central de Notícias da Coreia.


Acordo sobre o mar Cáspio

Os líderes da Rússia, Vladímir Putin; Irão, Hassan Rouhani; Cazaquistão, Nursultán Nazarbáyev; Azerbeijão, Ilham Alíev; e Turquemenistão, Gubangulí Berdimujamédov, países que partilham as margens do Cáspio, assinaram uma convenção sobre o estatuto jurídico daquele mar fechado. A cimeira, no domingo, 12, na cidade cazaque de Aktau, culminou um processo negocial iniciado em 1996. O documento regulamenta a delimitação das águas territoriais e o uso pacífico do mar pelos cinco estados, com actividades desde a navegação marítima até à pesca.


Michelle Bachelet em cargo da ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a nomeação da chilena Michelle Bachelet para alta comissária para os Direitos Humanos. Substituirá no cargo, a partir de Setembro, o jordaniano Zeid Raad Al Hussein, que terminou o mandato de quatro anos. Médica, de uma família perseguida pela ditadura fascista de Pinochet, Bachelet foi presidente da República do Chile durante dois mandatos (2014-2018 e 2006-2010) e, entre esses períodos, serviu como directora da entidade das Nações Unidas para a igualdade de género e a promoção das mulheres. O secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a escolha de Bachelet, no ano do 70.º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Polisário defende diálogo pela paz


A República Árabe Sarauí Democrática (RASD) aceita um diálogo de paz com Marrocos, hipótese levantada pelas Nações Unidas. A posição da Frente Polisário responde a declarações do enviado especial da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Koehler, que informou o Conselho de Segurança dos seus esforços para o reinício de negociações directas entre sarauís e marroquinos. A Polisário declarou que «o povo sarauí, que sofre os horrores da ocupação, esperou demasiado tempo para exercer o seu direito inalienável à autodeterminação e independência» e que, por esse direito, «está preparado para sentar-se à mesa de negociações e conseguir uma solução justa, pacífica e duradoura do conflito». Também a Argélia manifestou apoio às negociações directas entre a RASD e Marrocos.


Legislativas na Guiné-Bissau

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Aristides Gomes, assegurou que as eleições legislativas no país vão realizar-se a 18 de Novembro e que o recenseamento eleitoral arranca no próximo dia 23. A Nigéria e Timor-Leste apoiam as operações de recenseamento, que incluem a entrega dos cartões aos eleitores. Gomes foi designado em Abril para constituir um governo abrangente, com ministros de todos os partidos com assento parlamentar, conforme previsto no Acordo de Conacri. A sua principal missão é organizar as legislativas.


Eleições na RDC apoiadas pela UA

Em Adis Abeba, a União Africana (UA) reiterou o compromisso de apoiar o processo eleitoral na República Democrática do Congo (RDC) com o envio de uma missão de observação, pelo menos um mês antes. As eleições presidenciais, legislativas e provinciais estão marcadas para 23 de Dezembro próximo. Tanto o presidente da Comissão da UA, Faki Mahamat, como o secretário-geral da ONU, António Guterres, saudaram o presidente Joseph Kabila por ter respeitado as disposições constitucionais congolesas, não se recandidatando a um novo mandato.