Agosto de 79 dC – Destruição de Pompeia

Karl Bryullov

«Chovia pedra-pomes e rochas vulcânicas incandescentes. De muitos pontos do Vesúvio cintilavam chamas e altos incêndios, acentuados pelas trevas da noite. (...) Ouvia-se gritos de mulheres, choro de jovens, brados de homens. (...) Muitos levantavam os braços para os deuses, outros tantos afirmavam que já não havia deuses, que aquela noite seria eterna, a última noite do mundo». A descrição é de Plínio, o Jovem (orador, jurista e político sobrinho-neto do historiador, naturalista e ofical romano Plínio, o Velho, que morreu asfixiado pelo fumo do vulcão ao tentar aproximar-se do local para estudar o fenómeno), que da baía de Nápoles assistiu à tragédia. «Finalmente, a fuligem dispersou-se e dissipou-se em fumo e nuvens. (...) Aos nossos olhos, ainda hesitantes, tudo parecia transformado e coberto por um manto de cinzas como se fosse neve». As palavras de Plínio ainda parecem ecoar na cidade hoje parcialmente posta a descoberto. As escavações, que agora prosseguem com novos meios e tecnologias, revelam a tragédia mas também o esplendor de Pompeia, parte do qual pode ser apreciado através da colecção de peças recuperadas na cidade e noutras duas atingidas pela erupção (Herculano e Boscoreale), patente no Museu Arqueológico de Nápoles. O Vesúvio continua activo.



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