Enfermeiros recusam progressão como ilusão

Greves em Lisboa, Évora e Coimbra, nos dias 8 a 10 de Agosto, com muito elevados níveis de adesão, marcaram o lançamento de uma campanha do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses pela contabilização correcta dos anos de trabalho para efeitos da progressão na carreira.

A consigna desta campanha é «Progressão é, afinal, ilusão? Exigimos que não seja!».

Passados oito meses da entrada em vigor da Lei do Orçamento do Estado, que prevê o descongelamento das progressões, o SEP afirmou, no comunicado que anunciou esta luta, que «são milhares os enfermeiros que ainda não progrediram na carreira e muitos, de acordo com a interpretação do Governo, poderão não progredir, apesar de já exercerem funções há 15 anos».

No dia 8, na primeira greve, uma dirigente do sindicato explicou à agência Lusa que «uma esmagadora maioria de enfermeiros com 15 a 20 anos de profissão está na primeira posição remuneratória da carreira». «Milhares deles não perspectivam sequer que consigam progredir nos próximos anos», disse Isabel Barbosa.

Para o sindicato, uma vez que o Governo impôs que os anos de trabalho fossem transformados em pontos, deve aplicar-se a regra de 1,5 ponto por ano, desde 2004 até 2014, e 2,0 pontos relativos ao biénio 2015-2016. Esta norma deve valer para todos os enfermeiros, independentemente do vínculo e do regime de contratação, tal como do reposicionamento que decorreu da alteração do valor de início da carreira na tabela remuneratória.

As greves no Centro Hospitalar Lisboa Central (dia 8), no Hospital do Espírito Santo de Évora (dia 9) e no IPO de Coimbra (dia 10) tiveram por objectivo exigir que «as administrações, de acordo com a autonomia de gestão que têm, decidam e concretizem a contabilização correcta dos pontos (anos de trabalho) a todos os enfermeiros».

O SEP/CGTP-IN e os enfermeiros mantêm a exigência de contratação de mais profissionais, designadamente por via da contratação de todos os que terminaram recentemente os seus cursos.

 



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