Breves
Belgas contestam política migratória do governo

Cerca de duas mil pessoas manifestaram-se, dia 15, no centro de Bruxelas (Bélgica) para condenar a detenção de crianças e a política migratória do governo de direita.

A acção, convocada por um colectivo designado «Not In My Name» (Não em meu nome), decorreu nas proximidades da célebre estátua do Manneken Pis, que representa um garoto a urinar.

Segundo os organizadores, citados pela AFP, esta era a única criança no país atrás das grades, que protegem o monumento, situação que se alterou com a entrada em funcionamento, no passado dia 11, de um centro de detenção para famílias estrangeiras em situação irregular e em processo de expulsão.

Com a entrada em funcionamento do centro e a detenção de uma família sérvia com quatro crianças, as vozes de protesto multiplicaram-se.

«Nós não prendemos crianças», gritaram os manifestantes, entre os quais se encontravam muitas famílias com crianças.

Para as associações de defesa dos direitos humanos, a abertura do centro fechado constitui «um recuo de dez anos» na Bélgica.

A partir de 2008, estruturas unifamiliares abertas batizadas como «casas de retorno» permitiram evitar a detenção de crianças menores em situação ilegal.

Nas últimas semanas, o próprio Conselho da Europa e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados criticaram a abertura da unidade.


Dívida pública de Espanha atinge novo recorde

A dívida pública espanhola alcançou 1,162 biliões de euros em Junho, um valor recorde que representa um aumento de 7144 milhões de euros em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados, dia 17, pelo Banco de Espanha.

O agravamento resulta do aumento da dívida de todas as administrações, incluindo organismos do Estado central, das regiões, das autarquias e da segurança social, embora a parte mais relevante seja a dívida do Estado, que ascendeu a 1,019 biliões de euros.