A JCP tem um papel activo na construção da Festa do Avante!
Uma Cidade em construção na grande Festa da juventude

TRABALHO Na Cidade da Juventude, os militantes e amigos da JCP têm-se embrenhado, desde o início do Verão, na construção de um espaço único dedicado à juventude e às suas lutas.

A duas semanas da abertura da Festa, uma verdadeira cidade está a ser erguida de raiz pela alegria e pela força dos braços da juventude. Motivados pela felicidade imensurável que provém da convicção da sua luta do dia-a-dia, os jovens comunistas recriam aquele que é, por excelência, o seu lugar na Quinta da Atalaia.

Com um vasto e abrangente programa cultural, este espaço albergará em si o valor simbólico da intervenção da JCP junto da juventude, dos seus problemas e lutas, nas ruas, nas escolas e nas empresas, e também das suas vitórias. Muitas serão as palavras de ordem salpicadas pela decoração do espaço.

«A Cidade da Juventude continuará a mesma, no que se refere aos seus conteúdos» – disse-nos André Teixeira, responsável pela implantação da cidade – «mas a disposição do espaço mudará bastante». A juventude e os visitantes da Festa contarão com os quatro bares que costumam estar ao seu dispor, um deles será o restaurante vegetariano, com alternativas alimentares.

No aspecto cultural, a programação dos dois palcos já costumeiros, o Palco Novos Valores e o Palco Agit, este ano, será marcada por um esforço na abordagem do maior número de géneros musicais, assim como pela maior dinâmica com o público.

Serão 12 as bandas que vão subir ao Palco Novos Valores, oito delas finalistas do concurso de bandas e as restantes quatro, convidadas. No Palco Agit actuarão alguns grupos musicais. Mas serão realizados vários workshops e vão ser apresentadas expressões culturais de diferentes países, incluindo danças, acções de poesia e performances de teatro. Também neste palco vão decorrer dois debates com os temas «Dividir para explorar, a mais velha arma do Capital» e «Onde moram os direitos? A luta da juventude pela emancipação».

Na exposição política, vão estar assinaladas e valorizadas as lutas contra os ataques aos direitos dos jovens, deste último ano, assim como as vitórias alcançadas. Este ano os visitantes da Festa que por ali passarem irão encontrar uma exposição maior e com mais espaço para as reivindicações da juventude.

A Festa constrói-se durante o ano inteiro

A divulgação da Festa do Avante!, para além da sua edificação física é uma parte fulcral do processo. Desde meados do mês de Janeiro, que os militantes da JCP trazem para as várias etapas e eliminatórias do Concurso de Bandas, que se realizaram um pouco por todo o País, a temática da Festa. Atinge-se assim um público jovem que de outra maneira, muito possivelmente, não teria outro tipo de contacto com a Festa do Avante!.

O Concurso de Bandas da JCP destaca-se dos outros concursos também por esta razão: as oportunidades que a sua realização oferece a jovens artistas, muitos deles que actuam num palco pela primeira vez.

O concurso completou 21 anos no início de 2018 e considera-se que seja um dos maiores concursos de bandas do País, não apenas pela grande abrangência de bandas e de zonas a que chega com eliminatórias de norte a sul, mas também pela sua longevidade. Este ano foram realizadas 30 eliminatórias, com perto de 70 bandas, entre participantes do concurso e convidadas. É em cada um destes momentos que a JCP não só promove a Festa do Avante!, como também introduz conteúdos políticos como sucedeu com as campanhas mais recentes «Aumenta o som! Baixa o IVA!», que conquistou a redução do IVA para os instrumentos musicais, e «1% para a cultura».

Igualmente para a divulgação da Festa, a JCP começou no início do mês de Junho a percorrer locais com maior concentração de jovens com a Carrinha da Festa, sejam praias, empresas ou festivais de Verão. Em adição à carrinha, houve bancas diárias de venda da EP em várias cidades.

A Festa que a juventude tornou sua

A JCP desempenha um papel activo na construção da Festa do Avante!, seja com a edificação da Cidade da Juventude ou com o contributo que dá nos seus outros múltiplos espaços. As jornadas de trabalho começaram no final do mês de Junho para os jovens comunistas. Desde então foram realizadas, todos os fins-de-semana, jornadas que contam sempre com mais de 20 militantes e amigos. Estas foram sempre precedidas por brigadas de trabalho durante a semana.

No passado dia 15 começou a Jornada Nacional que durou até ao dia 19 e na qual participaram mais de 80 militantes e amigos, vindos de vários distritos

A Festa não se constrói apenas com trabalho puro e duro. O convívio e a discussão fazem parte do ambiente de camaradagem que se respira na Atalaia. Logo no dia 14, na véspera da jornada, os jovens comunistas levaram as suas bandeiras rubras da Quinta da Atalaia até às festas da Amora num desfile de afirmação da Festa e da força da JCP e do PCP. No dia 16, findado um dia de trabalho, realizou-se um torneio de futebol acompanhado de um churrasco, que juntou a prática desportiva e o convívio. No dia seguinte, 17, foi realizado um debate em torno do tema «A luta pela paz e os direitos da juventude». E, por fim, no sábado, dia 18, foram realizados os plenários dos vários sectores da JCP (Ensino Secundário, Ensino Superior, Ensino Profissional Profissional e Juventude Trabalhadora).

Esta jornada coincidiu com a presença de alguns militantes do Mouvement Jeunes Communistes de France (MJCF) que também participaram no trabalho edificativo, aprofundando a relação da JCP com esta organização.

Festa da Juventude

«Nós mostramos o contrário do que muitos tentam passar sobre a Festa e o PCP», afirmou-nos Vasco Marques do Secretariado da Direcção Nacional da JCP. «O facto é que quem aqui vem, nos três dias, basta olhar à sua volta para verificar a dimensão e o volume que a juventude tem na Festa!, seja pela presença, pela programação ou pelo espírito de envolvência e pelas amizades que se travam» – disse o jovem dirigente à nossa reportagem. Na Cidade da Juventude e na Festa do Avante! culmina um ano de lutas travadas por todos aqueles que levam à rua as preocupações e as ambições dos jovens. «Este é o espaço para onde todas as nossas convicções são transportadas», conclui.




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