Belgas contestam política migratória do governo

Cerca de duas mil pessoas manifestaram-se, dia 15, no centro de Bruxelas (Bélgica) para condenar a detenção de crianças e a política migratória do governo de direita.

A acção, convocada por um colectivo designado «Not In My Name» (Não em meu nome), decorreu nas proximidades da célebre estátua do Manneken Pis, que representa um garoto a urinar.

Segundo os organizadores, citados pela AFP, esta era a única criança no país atrás das grades, que protegem o monumento, situação que se alterou com a entrada em funcionamento, no passado dia 11, de um centro de detenção para famílias estrangeiras em situação irregular e em processo de expulsão.

Com a entrada em funcionamento do no centro e a detenção de uma família sérvia com quatro crianças, as vozes de protesto multiplicaram-se.

«Nós não prendemos crianças», gritaram os manifestantes, entre os quais se encontravam muitas famílias com crianças.

Para as associações de defesa dos direitos humanos, a abertura do centro fechado constitui «um recuo de dez anos» na Bélgica.

A partir de 2008, estruturas unifamiliares abertas baptizadas como «casas de retorno» permitiram evitar a detenção de crianças menores em situação ilegal.

Nas últimas semanas, o próprio Conselho da Europa e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados criticaram a abertura da unidade.




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