• Vasco Cardoso

Dez, mais dez, mais dez

Tem sido visível o esforço por parte de alguns, para desvalorizar o facto de, em dois anos consecutivos, os reformados e pensionistas do nosso país terem tido um aumento mínimo extraordinário de 10 euros por mês. É evidente que procuram tirar partido de uma menor nitidez da medida, decorrente desses aumentos terem sido – por opção do Governo - faseados em Janeiro e Agosto de 2017 e 2018 e do facto de se tratar de um aumento por pensionista e não por pensão mas, sobretudo, pelo facto de se ter vindo a repor o pagamento no subsídio de Natal, que em Novembro será pago a todos os reformados, pensionistas e trabalhadores por inteiro. Mas o facto de ser um aumento limitado e insuficiente face às necessidades dos reformados e às possibilidades do País, ele não pode ser desvalorizado. Sobretudo se tivermos em conta que o Governo PSD/CDS entretanto derrotado aquilo que previa era um novo corte de 600 milhões de euros nas verbas da Segurança Social, e o próprio PS a só se comprometer com o «descongelamento», com o BE a subscrever esse objectivo na posição conjunta que assinou com o PS, factos que precisam de ser relembrados.

Tudo isto, dá ainda mais valor ao papel da luta dos reformados e à persistência e determinação do PCP neste combate. Partido que inscreveu no seu programa eleitoral a proposta de um aumento extraordinário de 25€ para todas as pensões. Objectivo que poderá vir a ser alcançado, se se concretizar a possibilidade pela qual nos estamos a bater de um novo aumento mínimo de 10 euros (seria o 3.º em 3 anos) para todas as reformas e pensões. Tal como aconteceu até agora, será necessário vencer as resistências que o PS foi exibindo desde o início, nesta como noutras matérias.

Esta possibilidade real que agora está aberta, constitui tão só, o reconhecimento do papel insubstituível do PCP em todos os avanços que foram alcançados, o que aliás é inseparável de um projecto para o País onde, os direitos e os rendimentos dos reformados, constituem o justo reconhecimento de uma vida de trabalho e da dignidade a que todos têm direito nessa fase da sua vida.




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