Luta na Ryanair

Sindicatos dos tripulantes de bordo da transportadora aérea Ryanair de vários países europeus irão reunir-se a 7 de Setembro em Roma. A reunião, como informou no dia 14 a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), surge no seguimento da greve de 25 e 26 de Julho em Portugal, Espanha, Bélgica e Itália.

Os trabalhadores e sindicatos reivindicam a aplicação da legislação laboral nacional em vez da legislação do país da empresa, mais especificamente nas matérias da licença de parentalidade e a garantia de ordenado mínimo. O SNPVAC exige também a retirada dos processos disciplinares por baixas médicas ou por vendas a bordo abaixo das metas da empresa.

A Ryanair incorreu em diversas ilegalidades durante e após a greve, admitindo ter substituído tripulantes em greve. Após a greve chegou a ameaçar os trabalhadores, por carta, com diversas penalidades. Esta situação foi denunciada na AR pelo PCP, que questionou o Governo sobre o que fará para garantir a defesa dos direitos dos tripulantes e o cumprimento da lei. Após o requerimento dos comunistas, a Ryanair recuou parcialmente, enviando outra carta onde retirou algumas ameaças. O Partido manteve contudo a crítica à impunidade com que a multinacional actua, fruto da passiva cumplicidade do Governo.

A expressar solidariedade para com a luta dos tripulantes, uma delegação, incluindo o deputado Bruno Dias, esteve na sede do SNPVAC no primeiro dia da greve.

 



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