Breves
Greve na Vanpro

Os trabalhadores da Vanpro Assentos, empresa fornecedora da VW Autoreuropa e com instalações no parque industrial desta, fizeram greve dia 26 contra o agravamento dos horários de trabalho e a obrigatoriedade do trabalho ao Domingo, pelo direito à conciliação da vida familiar com a profissional e por uma vida laboral que preserve a saúde. A forte adesão à greve, apesar da elevada precariedade, fez parar a produção durante três horas num dos turnos. Ao Avante! o coordenador do SITE Sul, Eduardo Florindo, adiantou que os trabalhadores iriam reunir-se ontem em plenário e a empresa marcou uma reunião com o sindicato da CGTP-IN para dia 31.


Acréscimo nos Açores

A União de Sindicatos de Angra do Heroísmo, nos Açores, anunciou, dia 22, o lançamento de uma petição reivindicando o aumento do acréscimo regional ao salário mínimo nacional, de cinco para 7,5 por cento, de modo a reduzir as disparidades salariais face a outras regiões do País, devido aos efeitos da insularidade e do turismo sobre o custo de vida e o mercado de trabalho. A USAH vai promover simultaneamente um abaixo-assinado defendendo o aumento de 15 por cento da remuneração complementar atribuída a funcionários públicos com salários até 1304 euros. A petição e o abaixo-assinado serão entregues na Assembleia Legislativa Regional em Setembro.


Greve na Redwarm

Os trabalhadores da Redwarm, empresa sub-empreiteira da Secil, em Setúbal, realizaram uma greve de 24 horas na segunda-feira. Convocada pelo Sindicato da Cerâmica, Cimentos e Construção do Sul e Regiões Autónomas, a luta visou exigir o cumprimento do acordo celebrado em 2011 (que previa aumentos salariais e o pagamento de anuidades), a fixação de salários a partir do mínimo de 615 euros, bem como aumentos salariais para 2018 de, pelo menos, quatro por cento ou 40 euros. A greve teve uma forte adesão, atingindo cerca de 80 por cento no período das 8 às 17 horas. O sindicato da CGTP-IN vai avançar também pela via judicial.


Longas carreiras

A CGTP-IN considerou que o decreto-lei aprovado dia 23, que visa reforçar a valorização das muito longas carreiras contributivas, é «extremamente redutor», pois apenas vem tapar uma lacuna da última revisão do regime jurídico da antecipação de reformas. A medida, «pecando por tardia, tem carácter positivo, mas é claramente insuficiente», por não concretizar os compromissos assumidos pelo Governo para protecção e valorização das carreiras contributivas longas (e não apenas as muito longas). Para a Intersindical, é necessário valorizar as longas carreiras, independentemente da idade de início da actividade profissional. A CGTP-IN exige que, com este objectivo, seja aberto um processo de revisão do regime de antecipação da idade da reforma.


Municipalização

A Fenprof decidiu enviar uma carta a todos os presidentes das câmaras e assembleias municipais apelando à rejeição, até 15 de Setembro (prazo legalmente estabelecido), da Lei 50/2018, de 16 de Agosto. A federação considera que a lei abre portas a «processos de municipalização em diversos sectores da vida pública, desde logo na Educação», e apelou aos professores para colocarem este tema no topo dos seus objectivos reivindicativos.


Cascais no SNS

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul, num comunicado de dia 26, lamentou a renovação da parceria público-privado no Hospital de Cascais e apelou à reinserção plena da unidade hospitalar no Serviço Nacional de Saúde e na gestão pública. O sindicato da FNAM, apesar de considerar positivo que o contrato deixe de ser renovado pelo prazo sucessivo de dez anos, rejeitou um novo concurso de PPP, por considerar não existirem provas de que este modelo traz um melhor desempenho assistencial ou uma gestão mais racional. O sindicato considera preferível voltar à gestão pública e nota que o próprio Governo admite avançar com esse processo, se os futuros concorrentes não respeitarem o novo caderno de encargos.