A construção da Festa é possível graças ao projecto e ideal de um grande colectivo
Jerónimo de Sousa saudou construtores de uma «grandiosa Festa»

MILITÂNCIA No sábado passado, 25, Jerónimo de Sousa esteve presente na Quinta da Atalaia, onde saudou os construtores da 42.ª edição da Festa do Avante! e deixou saudações fraternais aos muitos militantes e amigos envolvidos.

O dirigente do Partido valorizou o trabalho realizado nestas últimas semanas sob um sol abrasador, destacando que o trabalho dos construtores e dos camaradas e organizações que divulgam a Festa e vendem as entradas permanentes (EP) tornam única a Festa do Avante! como «realização política, cultural, vivencial e solidária». Na sua saudação, Jerónimo de Sousa realçou o empenhamento na construção da Festa de homens, mulheres e jovens, «num tempo em que se colocam tantas exigências decorrentes da situação política e social e da necessidade de reforçar o nosso Partido». Tal só é possível graças ao «Partido que temos e somos», valorizou.

Antes do Secretário-geral, Telma Capucho, membro da direcção da Festa do Avante!, também saudou os camaradas e amigos empenhados na construção, reconhecendo que, a 13 dias do início de mais uma edição, ainda existem muitas tarefas exigentes pela frente para «garantir o êxito da nossa grandiosa Festa». Afirmou ainda que, nos dias que restam, todos serão construtores imprescindíveis: quer aqueles que trabalharão para terminar a construção no terreno quer os que, em todo o País, estarão empenhados, nos Centros de Trabalho e nas ruas, na divulgação da Festa e do seu programa e na venda das EP. Antes de passar a palavra a Jerónimo de Sousa, Telma Capucho garantiu que com a força e empenho militante do Partido, JCP e amigos será possível «concretizar todas as tarefas que temos pela frente».

Valores de Abril na construção da Festa

O Secretário-geral do Partido reafirmou a importância da Revolução de Abril, dos seus valores, conquistas e transformações profundas, «muitas delas destruídas, mas onde permanecem os seus valores da liberdade, da justiça social, do direito à saúde, à educação, à cultura, da solidariedade com trabalhadores e povos de todo o mundo, do direito inalienável à independência e soberania nacionais», como base do sentido da militância dos comunistas portugueses. É precisamente por essa mesma militância e pela forma como estão na política que fazem a diferença, acrescentou.

Para Jerónimo de Sousa, esta diferença verifica-se na prática, que expressa «a natureza, o projecto e os objectivos do Partido Comunista Português», referindo ainda a ampla participação da juventude como marca da garantia do futuro da Festa.

Apelando ao retomar do trabalho, o dirigente do PCP destacou a construção da Festa como «tarefa prioritária do nosso colectivo partidário». Mas ela não é, no entanto, «o ponto de chegada» da acção dos comunistas: é, sim, uma forma de «ganhar energias, irradiar a nossa acção, intervenção e luta para continuar na senda de uma vida melhor para os trabalhadores e o povo português, na nossa luta pela exigência de uma política alternativa, patriótica e de esquerda que dê resposta estrutural aos problemas estruturais do País».

Por uma vida melhor para os trabalhadores
e povo português

Remetendo para os problemas estruturais actuais, Jerónimo de Sousa alertou para a degradação dos transportes públicos, e em particular os transportes ferroviários, como resultado de décadas de política de direita. O dirigente comunista denunciou a hipocrisia da direita, nomeadamente do CDS, por se queixar «daquilo que eles próprios contribuíram para fazer». Avisou ainda que PSD e CDS «não podem fugir do problema com esta ou aquela manobra de diversão ou simples rasura do passado», pois votaram contra «as sucessivas iniciativas do PCP para reforçar e assegurar o investimento no sector», chamando ainda a atenção para o facto de o actual Governo do PS não poder «alijar responsabilidades por ter decidido manter por fazer os investimentos necessários».

Na sua intervenção, o Secretário-geral do PCP realçou a importância de reforçar o Partido, de forma a «encetar outro rumo para o País», destacando o reforço da sua presença nas empresas e locais de trabalho e a dinamização da «campanha de contactos que temos em curso, o recrutamento para o Partido, a procura e alargamento do diálogo com democratas e patriotas, que em torno de causas comuns, ou que aspiram a um rumo diferente da política nacional, estão dispostos a fazer caminho connosco e nós com eles».

A terminar, Jerónimo de Sousa afirmou que os comunistas têm consciência das dificuldades que enfrentam, mas também das potencialidades que existem. A própria Festa é, a este respeito, exemplar, pois a sua construção é possível graças à confiança, ao ideal, ao projecto e ao grande colectivo de militantes do PCP. Constatando as dificuldades inerentes à construção da Festa, o dirigente comunista evidenciou que a vida do PCP nunca foi fácil e que só através da sua luta e da sua força se conseguiu chegar onde estamos, com a confiança de que é possível construir uma grande Festa do Avante!.




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