Manifestações na Rússia contra ataque às reformas

Milhares de pessoas manifestaram-se no domingo, 2, em várias localidades da Rússia, protestando contra a intenção do governo de prolongar a idade da reforma dos trabalhadores. Em Moscovo, São Petersburgo e outras cidades, as manifestações, organizadas pelo Partido Comunista da Federação Russa, exigiram melhores condições de vida para os reformados e a manutenção dos direitos laborais e sociais conquistados.

Os manifestantes insurgiram-se, em especial, contra a legislação que está a ser discutida no parlamento russo e que prevê o adiamento da idade de reforma. A proposta governamental prevê que a idade de reforma das mulheres passe de 55 para 60 anos (o texto inicial referia 63 anos, mas houve um recuo) e dos homens passe de 60 para 65 anos.

A idade da reforma dos trabalhadores russos não é alterada desde há 90 anos, sendo esta uma das conquistas laborais e sociais que a Rússia «herdou» da União Soviética.

O presidente Vladímir Putin defendeu a necessidade de aumentar a idade da reforma, por razões demográficas, uma das medidas mais contestadas pelo eleitorado. Prometeu que as alterações à idade da reforma vão permitir a manutenção do valor das pensões e até algumas subidas no futuro.

Já em finais de Julho, o Partido Comunista da Federação Russa tinha organizado uma outra vaga de manifestações na capital e em outras cidades contra as mudanças no sistema de protecção social no país, em especial a alteração da idade de reforma.




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