Donetsk acusa as forças especiais da Ucrânia do atentado
Morte de Zakhárchenko agrava situação em Donbas

PROVOCAÇÃO O assassinato de Alexandr Zakhárchenko, líder da República Popular de Donetsk, em Donbas, foi uma «provocação» para minar o processo de paz, acusou Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin.

Diversos meios de informação ocidentais comentaram o assassinato do líder da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD), Alexandr Zakhárchenko. A maioria dos artigos prevê que a sua morte agravará o conflito em Donbas.

«O assassinato de Zakhárchenko, que encabeçou os separatistas de Donetsk desde 2014, leva o conflito de quatro anos no leste da Ucrânia a uma nova fase de incerteza», escreve o diário estado-unidense Washington Post. Para a cadeia televisiva ABC News, o crime «evidencia as sombrias perspectivas de solucionar o conflito, que causou já a morte de mais de 10 mil pessoas».

Em Londres, The Times admite que o assassinato «pode obstaculizar o processo de paz no quadro dos acordos e Minsk de 2014-2015». O Telegraph diz que Zakhárchenko «foi o mais importante dos comandantes e responsáveis separatistas que morreram de forma violenta, em estranhas circunstâncias, desde a conclusão do acordo de paz que não conseguiu pôr fim ao conflito».

Zakhárchenko, líder da RPD, morreu a 31 de Agosto, vítima de uma explosão num café, no centro de Donetsk.

O chefe interino da RPD, Dmitri Trapéznikov, informou que foram detidos suspeitos do atentado que apontam Kiev como implicado no ocorrido. O assessor político do líder da RPD, Alexandr Kazakov, declarou que o assassinato foi organizado pelas forças de operações especiais da Ucrânia.

Segundo a agência Sputnik, o presidente russo, Vladímir Putin, denunciou o «assassinato pérfido» de «um verdadeiro líder popular» e sublinhou que «aqueles que elegeram a via do terrorismo, da violência e da intimidação não querem encontrar uma solução pacífica e política do conflito» em Donbas.




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