- Edição Nº2336  -  6-9-2018

O mundo na Festa

É com enorme satisfação que, este ano e uma vez mais, é aguardada a presença solidária de dezenas de delegações estrangeiras, oriundas dos quatro cantos do mundo, na Festa do Avante!.

Com a sua participação, a Festa será igualmente um espaço de debate sobre os desenvolvimentos e as grandes tendências na situação internacional, a crise estrutural do capitalismo, o processo de rearrumação de forças ao nível mundial, a ofensiva do imperialismo, particularmente do imperialismo norte-americano, a resistência e luta dos trabalhadores e dos povos por todo o mundo – e, particularmente, na Europa, no Médio Oriente ou na América Latina –, para além da actualidade do pensamento de Marx na luta de todos os explorados e oprimidos pela sua emancipação social.

Na Festa terá particular expressão a solidariedade com o povo palestiniano, pelo seu inalienável direito a um Estado livre e independente; com o povo saarauí, pelo cumprimento do seu direito à auto-determinação; com o povo colombiano, pela defesa da paz; com o povo brasileiro, contra o golpe e pela democracia; com o povo ucraniano, pela liberdade, face à opressão fascizante; com a Venezuela bolivariana, pelo fim do bloqueio económico e financeiro; com Cuba socialista, pelo fim do bloqueio dos EUA; com os povos africanos, em defesa da sua soberania e direito ao desenvolvimento; ou com os povos do Médio Oriente e da América Latina, vítimas da ingerência e agressão movida pelos EUA.

No Espaço Internacional, os visitantes da Festa terão oportunidade de contactar com dezenas de partidos comunistas e outras forças revolucionárias e progressistas que aí estarão fraterna e solidariamente representados, conhecer as situações muito diversas dos seus países, as lutas, as realidades, as conquistas e os anseios dos seus povos.

Deste modo, a Festa será, de novo, uma demonstração viva de que os trabalhadores e os povos persistem na defesa dos seus direitos, lutando pela paz, a liberdade, a soberania, a democracia, a independência nacional, pelo direito ao desenvolvimento, pela justiça e progresso social, por transformações democráticas, antimonopolistas e anti-imperialistas, pelo socialismo.

O capitalismo está mergulhado numa profunda crise. A sua natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora é responsável por brutais injustiças e flagelos e incapaz de dar resposta às necessidades, aos interesses e às aspirações dos povos.

O imperialismo, particularmente o norte-americano, utiliza colossais meios económicos, políticos e militares para promover bloqueios, desestabilização, guerras declaradas e não declaradas, visando assegurar o seu domínio mundial – mas, no entanto, como a realidade demonstra, não é omnipotente.

Enfrentando a violenta e multifacetada investida do imperialismo, consciente dos grandes perigos e exigências que a actual situação internacional comporta, a Festa será uma demonstração de que existem forças que resistem, que os trabalhadores e os povos lutam por todo o mundo, e que está ao alcance das forças da paz e do progresso social – convergindo numa ampla frente anti-imperialista –, travar a ofensiva do imperialismo e abrir caminho a uma viragem na situação internacional, no sentido da paz, da soberania e do progresso social.



Pedro Guerreiro