- Edição Nº2336  -  6-9-2018

Redução dos custos é essencial para promover o transporte público

O PCP reagiu no dia 2, em nota de imprensa, ao anúncio de uma eventual redução dos custos de acesso ao transporte público na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Começando por recordar que sempre defendeu o acesso aos transportes públicos com custos reduzidos para os utentes, o PCP lembra igualmente que em 2016 propôs a criação de um passe social intermodal único para toda a AML, proposta que obteve o acordo de todos os municípios envolvidos na proposta. Tal projecto não se concretizou por falta de apoio do PSD, CDS-PP, do PS, que o chumbaram, e do BE, que se absteve.

Este passe visava a criação de um título de transporte único para todos as coroas, válido em todas as operadoras de transporte, públicas ou privadas, de maneira a que se assegurasse uma redução de custos para todos os utentes, independentemente da sua origem e destino. Proposta semelhante foi feita para a Área Metropolitana do Porto. Os comunistas defendem, aliás, a necessidade de conferir às populações de todo o território nacional – e não apenas às dos grandes aglomerados urbanos – o acesso efectivo ao transporte público como principal garante do direito à mobilidade.

Como sublinha o PCP na nota que emitiu no dia 2, décadas de política de direita levaram os transportes públicos ao estado em que hoje se encontram. É, pois, essencial desenvolver uma política que respeite os utentes e valorize os serviços, através de políticas públicas de investimentos nas infra-estruturas, equipamentos e material circulante, assente num sector de transportes com fortes, dinâmicas e eficazes empresas públicas.

«O PCP não desperdiçou, nem desperdiçará, nenhuma possibilidade de intervir e lutar para assegurar o direito das populações a transportes públicos de qualidade, fiáveis, regulares, acessíveis e a custos reduzidos para os seus utentes», lê-se no final da nota. Para o PCP, a proposta que foi agora anunciada, e que está em consideração pelo conjunto de municípios que integram a AML, poderá constituir, se preenchidas as condições essenciais para a sua viabilização, uma solução à questão da mobilidade da população da grande Lisboa.