Editorial

«a concretização do projecto alternativo é inseparável do reforço do Partido»

MAIS FORÇA AO PCP, PELA ALTERNATIVA NECESSÁRIA

O quadro político que temos pela frente com o Governo minoritário do PS a insistir em opções que impedem a resolução dos problemas nacionais e com a direita revanchista e retrógrada (PSD e CDS) a insistir nos caminhos do passado, em cada dia que passa se torna mais clara e urgente a necessidade de uma política alternativa patriótica e de esquerda voltada para a defesa do nosso desenvolvimento soberano.

Como referiu Jerónimo de Sousa no comício da Festa do Avante!, «em Portugal é a luta pela concretização de uma política patriótica e de esquerda e de um governo que a realize que se assume como a questão central e decisiva para dar resposta aos graves e persistentes problemas nacionais e elevar as condições de vida e de trabalho dos portugueses».

Mas no caminho que conduz a essa alternativa está também o combate que nos últimos anos o PCP, juntamente com os trabalhadores e o povo, todos os dias travam por avanços na defesa, reposição e conquista de direitos, que contribuindo para melhorar a situação dos trabalhadores e do povo português, abre também melhores perspectivas para afirmar um outro rumo político para o País, que enfrente com coragem os nossos problemas, atrasos e défices estruturais. Tendo presente que a ruptura com a política de direita e a afirmação desta alternativa necessária passa pelo reforço do Partido, pela dinamização da luta de massas e pela construção da unidade e convergência com democratas e patriotas.

A Festa do Avante! foi uma Festa grandiosa e, como tal, constituiu e constitui um poderoso estímulo ao trabalho do Partido. Mas não é possível romper com décadas de política de direita e afirmar a política alternativa patriótica e de esquerda sem levar à prática orientações há muito aprovadas, nomeadamente as que têm em vista o reforço do Partido.

Nesta acção de reforço do Partido há medidas que constituem prioridade imediata: as medidas de direcção, responsabilização de quadros e formação política e ideológica, o reforço da organização e intervenção nas empresas e locais de trabalho, em particular a acção de 5 mil contactos com trabalhadores para lhes colocar a adesão ao Partido, com o levantamento de nomes, a concretização dos contactos, a integração dos novos militantes e a entrega do novo cartão de membro do Partido, associada ao estímulo e valorização da militância e a afirmação prática dos princípios de funcionamento do Partido.

O reforço do Partido significará também um novo estímulo à luta de massas por avanços na defesa, reposição e conquista de direitos, pela concretização da ruptura com a política de direita e afirmação do novo rumo que se mostra necessário.

É neste quadro de afirmação e reforço do PCP que se desenvolve a sua iniciativa e acção política, em que se insere a campanha «crianças e pais com direitos. Portugal com Futuro». Foi no âmbito desta acção que se realizou anteontem a visita do Secretário-geral do PCP à Oficina da Criança em Montemor-o-Novo. Aproveitando a circunstância, Jerónimo de Sousa voltou a chamar a atenção para as propostas e combates do PCP pelos direitos das crianças e seus pais, e que, por acção do PCP, tiveram já como consequência a gratuitidade dos manuais escolares até ao 6.º ano de escolaridade (com novas propostas para o seu alargamento a toda a escolaridade obrigatória) e a majoração do abono de família. É também neste quadro que o PCP defende a redução do horário de trabalho para as 35 horas e um plano nacional para erradicar a precariedade decisivos para que os pais possam passar mais tempo com os filhos. É ainda neste quadro que o PCP vai prosseguir a dinamização da campanha «valorizar o trabalho e os trabalhadores» em que se insere a apresentação recente na Assembleia da República dos projectos de lei pelo aumento do Salário Mínimo Nacional para 650 euros a partir de Janeiro de 2019 e sobre a prestação de apoio aos desempregados de longa duração ou se realiza na próxima segunda-feira, dia 24, a audição sobre legislação laboral.

Étambém na dinâmica desta acção que o PCP «denuncia e condena firmemente os ataques à democracia, aos direitos sociais, às liberdades e garantias fundamentais dos cidadãos na Hungria». Mas rejeita também que, «a pretexto desta situação – que espelha, aliás, as políticas da própria UE –, a União Europeia tente abrir caminho ao incremento das suas ameaças, chantagens, imposições e sanções contra os Estados e os seus povos».

No comício da Festa do Avante! Jerónimo de Sousa sublinhou que «é no PCP que está a sólida garantia de construção de um caminho alternativo, capaz de dar solução aos problemas do País». Trata-se de um caminhoinseparável do reforço do Partido, da sua capacidade de organização, da sua influência social e política. É, por isso, um caminho que todos aqueles que defendem um Portugal desenvolvido e soberano têm necessidade e urgência em trilhar.



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