7 de Setembro de 2018 – Morre Gershon Knispel

«Com 14 anos cheguei à conclusão de que meu destino era ser artista. Foi quando conheci a Guernica de Picasso (...) “Esse é um artista engajado, faz coisas para mostrar o mundo, a falta de igualdade, a brutalidade, quero ser como ele”». As palavras são do artista plástico e militante comunista Gershon Knispel, em entrevista ao Brasil de Fato, em 2014. Defensor intransigente da paz e da solução de dois estados, Israel e Palestina, Knispel considerava que «Israel se suicidou em 1967», com a «colonização das terras ocupadas, contra as leis internacionais, contra decisões da ONU». Nascido em Colónia, na Alemanha, em 1932, numa família judia, Knispel deixa o país com três anos, rumo à Palestina, para fugir do nazismo. Cresce no convívio com árabes nos territórios que depois a ONU delimita para a formação do estado judeu. Em 1957 ganha um concurso internacional para a construção da torre da extinta TV Tupi e vai viver para o Brasil, ondedesenvolve uma longa amizade e parceria profissional com o arquitecto comunista Oscar Niemayer.Em 1964, após o golpe militar, volta à terra de adopção, Haifa, onde desenvolve projectos artísticos com palestinianos. A sua arte e a mensagem de paz para a Palestina correm o mundo. Israel impôs-lhe residência fixa, mas a mensagem permanece.



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