Breves
Alemanha investe na polícia somali

O governo da Alemanha vai dedicar 100 milhões de dólares ao desenvolvimento de programas de formação da polícia da Somália. A embaixadora alemã em Mogadíscio, Annette Gunther, fez o anúncio e elogiou as reformas do governo somali nos sectores económico e militar para melhorar a segurança nacional. «Vamos fortalecer as nossas relações diplomáticas e a presença alemã», afirmou a diplomata, depois de assinar diversos acordos com as autoridades somalis. Berlim confirma-se como um «aliado estratégico» da Somália e um dos seus principais doadores.


«Investigação fiável» sobre Khashoggi

A Grã-Bretanha, a França e a Alemanha pediram às autoridades turcas e sauditas que realizem uma «investigação fiável» sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi, realçando que estão a tratar do incidente com «a maior seriedade». O jornalista, crítico de Riad, terá desaparecido no consulado saudita de Istambul. «É preciso haver uma investigação confiável para estabelecer a verdade sobre o que aconteceu e, se for o caso, identificar os responsáveis ​​pelo desaparecimento e assegurar que eles sejam responsabilizados», disseram os ministros dos Negócios Estrangeiros dos três países numa declaração conjunta divulgada em Londres.


Socialistas apoiam presidente da Sérvia

O Movimento dos Socialistas (SP) reiterou em Belgrado a sua posição a favor de uma Sérvia militarmente neutra e de justiça social, segundo o seu dirigente, Aleksandar Vulin. Intervindo numa sessão do comité central do SP, apoiou a ideia de demarcar os limites do Kosovo e de travar a ampliação da chamada Grande Albânia, assim como a procura da uma solução nacional no país. O SP, que se define como de centro-esquerda, foi fundado em 2008 por Vulin, actual ministro da Defesa da Sérvia, e é uma das formações políticas que governa o país, coligada com o Partido Progressista Sérvio, do presidente Aleksandar Vucik.


Holanda e Rússia em «ciber-guerra»

A Holanda está em estado de «ciber-guerra» com a Rússia, declarou a ministra holandesa da Defesa, Ank Bijleveld. Disse que os serviços de segurança do país frustraram um ataque cibernético de Moscovo contra a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), com sede em Haia. Logo que se tornou público o incidente, o orçamento de ciber-segurança da Holanda aumentou. «Estamos a investir mais em serviços de inteligência para poder ver o que está a acontecer e tomar as medidas necessárias», afirmou Bijleveld, que anunciou ter o país oferecido os serviços dos seus «ciber-soldados» à NATO. Em resposta às acusações holandesas, Moscovo argumentou que elas carecem de provas reais e criticou-as como «mania de espionagem» e parte de uma «campanha de propaganda organizada contra a Rússia». O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo assinalou que as acusações anteciparam a sessão de abertura da OPAQ, o que poderia fornecer um «contexto político necessário» para alguma iniciativa ocidental.


EUA aplicam taxas à azeitona espanhola

A Comissão Europeia apresentará uma denúncia à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas alfandegárias estado-unidenses às importações de azeitona preta espanhola. Segundo declarou no Luxemburgo o comissário da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Phil Hogan, a questão transitou da direcção-geral de Agricultura do executivo comunitário para a direcção-geral do Comércio. Dados das autoridades aduaneiras norte-americanas indicam que as exportações espanholas de azeitona preta com destino aos EUA sofreram quedas, em Agosto, de cerca de 70%. As exportações de azeitona procedentes de Espanha para os EUA passaram de 3,2 milhões de quilos em Agosto de 2017 para 1,02 milhões de quilos no mês homólogo de 2018. Em Julho, os EUA aplicaram taxas de 34,75% sobre a azeitona preta espanhola, ao considerá-la uma ameaça para a indústria californiana.