Aconteu
BNP homenageia Saramago

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) inaugurou, no dia 12, uma exposição de homenagem aos 20 anos da atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago. Na mostra, de entrada livre e que estará patente em Lisboa até 29 de Dezembro, é possível ver «mensagens que o escritor recebeu, de personalidades públicas e leitores anónimos, de parabéns e agradecimento pela conquista», bem como «jornais e revistas, nacionais e estrangeiros, com notícias sobre a atribuição do prémio» e o «manuscrito de Levantado do chão», afirma-se no texto de apresentação.

Na sessão inaugural da exposição participou a presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, e foram apresentados o «Último caderno de Lanzarote», diário de José Saramago referente ao ano de 1998, e «Um país levantado em alegria», de Ricardo Viel, que relata os bastidores dos dias que antecederam e se seguiram ao anúncio do Nobel.

Um representação do PCP esteve presente a convite da BNP.


Museu da Resistência em fase final

O Governo decidiu criar um comité executivo para acompanhar a última fase da instalação na Fortaleza de Peniche do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade. O objectivo, lê-se no despacho assinado pelo agora ex-ministro da Cultura Castro Mendes, é «criar um núcleo ágil de decisão».

Para além da diretora-geral do Património Cultural, Paula Silva, que preside ao comité, este é ainda integrado por Domingos Abrantes, militante do PCP desde a clandestinidade imposta pelo regime fascista e ex-preso político, pelos historiadores Fernando Rosas e Pacheco Pereira, pelos investigadores e museólogos Fernando Batista Pereira e Teresa Albino, pelo diretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Silvestre Lacerda, e pelo arquitecto do projeto João Barros Matos.


Risco de pobreza acima da UE

Pese embora tenha diminuído em 2,7 pontos percentuais face a 2008, a taxa de risco de pobreza em Portugal mantinha-se, em 2017, nos 23,3 por cento, acima da média da UE. Gŕecia, Itália, Espanha e Holanda foram os países que registaram subidas mais significativas daquele índice no período considerado, ao passo que na Polónia, Roménia, Letónia e Bulgária se observaram as quedas mais acentuadas, afirma o Eurostat.

Por componentes desagregadas, o risco de pobreza monetária (categoria que já inclui as prestações sociais) rondava o ano passado em Portugal os 18 por cento do total da população (a média da UE é de 16,9 por cento), ao passo que em relação à privação material severa, o nosso país apresentava uma taxa de semelhante à média europeia, a rondar os 7 por cento, indicam também os dados do gabinete estatístico da UE.


Rendeiro do BPP com pena suspensa

O banqueiro João Rendeiro foi condenado segunda-feira, 15, a cinco anos de prisão por falsificação informática e de documentos. O ex-presidente do Banco Privado Português (BPP), contudo, pode ficar com pena suspensa mediante o pagamento de 400 mil euros a uma associação de beneficiécia.

Semelhante possibilidade foi garantida aos restantes condenados do processo e antigos administradores do BPP, Paulo Guichard (quatro anos e três meses de cadeia) e Salvador Fezas Vital (três anos e seis meses de cárcere). Paulo Lopes e Fernando Lima, com condenações de um ano e nove meses e de um ano, respectivamente, estão obrigados ao pagamento de multas.

O colapso do BPP ocorreu em 2010, já depois do BPN, e foi uma das entidades que deixou um pecúlio ruinoso que todavia continua a recair sobre o País e o povo.


Leslie deixa rasto destruidor

A tempestade Leslie que atingiu Portugal na noite de sábado e madrugada de domingo não fez vítimas mortais mas provocou avultados danos materiais. A intempérie fez-se sentir com particular severidade nos distritos de Lisboa, Leiria e Coimbra. Neste último, as situações mais dramáticas ocorreram nos concelho de Soure e da Figueira da Foz, com enormes danos patrimoniais e milhares de pessoas sem electricidade. Aliás, a interrupção do fornecimento de energia eléctrica é um dos efeitos mais duradouros, com a EDP a admitir que a situação atingiu cerca de 100 mil clientes e que o restabelecimento pode, nalguns casos, demorar dias.

Para além dos problemas na rede eléctrica, o fenómeno climatérico obrigou ao cancelamento de dezenas de voos nos aeroportos do Funchal e Lisboa, ao corte de dezenas de vias de comunicação e à interrupção da circulação no Tejo, e provocou o derrube de inúmeras árvores e de diverso mobiliário, equipamentos e estruturas nas zonas urbanas, sendo estas as principais ocorrências reportadas à Autoridade Nacional da Protecção Civil e que, de resto, ocuparam a maioria dos 2800 operacionais dos bombeiros envolvidos no socorro.


DocLisboa rejeita pressões

A direcção do festival de cinema documental de Lisboa (DocLisboa) revelou, a semana passada, que as embaixadas da Ucrânia e da Turquia procuraram condicionar a programação do certame que arranca hoje, dia 18, e decorre até ao próximo dia 28.

Em causa está a exibição e selecção para a competição internacional de um filme de Aliona Polunina intitulado «Their own Republic» (A sua República), sobre o Batalhão Vostok que combate as forças nazi-fascistas de Kiev na região do Donbass, e as sinopses dos filmes «Yol: The Full Version» (Yol: Versão Integral) e «Arménia, Cradle of Humanity» (Arménia, Berço da Humanidade), nas quais se condenam os genocídios dos povos curdo e arménio.

«O DocLisboa não é um festival neutro, temos uma posição política e não aceitamos interferências. É a primeira vez que me lembro de este tipo de situações acontecer», disse à Lusa Cíntia Gil.



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