1964 /1985 – Ditadura militar no Brasil

A 31 de Março de 1964 os militares saem à rua em Minas Gerais e São Paulo. O presidente João Goulart (Jango), que assumira o cargo após a renúncia de Jânio Quadros em 1961, refugia-se no Uruguai. Uma Junta Militar assume o poder. A 9 de Abril, o Acto Institucional Número 1 da Junta suspende a Constituição e as garantias constitucionais por seis meses; institucionaliza a eleição indirecta do presidente da República por um colégio eleitoral composto por congressistas de confiança; suspende por 10 anos os direitos políticos dos cidadãos tidos como opositores, incluindo congressistas, militares e governadores; institui a cassação de mandatos, prisões arbitrárias e expulsão do país dos elementos «subversivos». O golpe militar, apadrinhado pelos EUA, foi apoiado por empresários, banqueiros, Igreja Católica, Forças Armadas e classe média que viam na intenção de Jango de levar a cabo mudanças radicais na estrutura agrária, económica e social do país o pronúncio de um «golpe comunista». A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu milhares de pessoas em São Paulo, a 19 de Março, contra o governo de Goulart, testemunha-o. A 15 de Abril, o presidente «eleito», general Castello Branco, declara defender a democracia. Seguiram-se duas décadas de ditadura.




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