Breves
França mantém tropas na Síria

A França manterá a presença militar na Síria, apesar da decisão dos Estados Unidos de retirar as suas tropas desse país árabe, que rejeita e denuncia a ilegalidade da presença de forças da coligação internacional. «De momento continuamos na Síria», declarou em Paris a ministra francesa dos Assuntos Europeus, Nathalie Loiseau, com o argumento de que a luta contra o terrorismo não terminou. A Casa Branca confirmou o começo da saída das suas tropas estacionadas na Síria, mas, para a França, isso não significa o fim da coligação liderada por Washington e da campanha contra o grupo extremista Estado Islâmico.


Gatwick retoma operações aéreas

As operações no aeroporto de Gatwick, em Londres, foram retomadas na sexta-feira, 21, depois de vários períodos de encerramento ao tráfego aéreo devido ao avistamento de drones na zona. O movimento no segundo aeroporto mais importante da Grã-Bretanha foi perturbado durante dois dias devido à presença próxima, em diferentes momentos, de drones de origem desconhecida. Foram postas em prática «medidas militares», garantindo a segurança do espaço aéreo, e a polícia de Sussex identificou já dois suspeitos mas acredita que «poderá haver mais responsabilidades a apurar». As perturbações causaram o cancelamento de um milhar de voos e afectaram 140 mil de passageiros.


A última mina alemã de carvão

Foi encerrada na sexta-feira, 21, a última mina de carvão na Alemanha. Os mineiros de Prosper-Haniel, na bacia do Ruhr, desceram pela última vez às galerias, pondo fim a um capítulo da história da indústria alemã. Transmitido pelas televisões do país, o fecho da mina contou com a presença dos presidentes da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. A mina de Prosper-Haniel foi explorada durante 150 anos e ali chegaram a trabalhar, depois da II Guerra Mundial, 600 mil mineiros. O seu encerramento foi preparado ao longo dos últimos 11 anos.


Manifestações em Budapeste

Decorreram na sexta-feira, 21, em Budapeste, manifestações contra a aprovação pelo governo da Hungria da chamada «lei da escravidão». Milhares de pessoas desceram às ruas protestando contra a reforma laboral aprovada no dia 12 que, entre outras medidas, permite aos empregadores exigir aos trabalhadores fazer até 400 horas extraordinárias por ano, quando anteriormente o limite era 250 horas. Novos protestos foram convocados para 5 de Janeiro. Outra lei, aprovada no mesmo dia pela maioria de direita do primeiro-ministro Viktor Orban causa receios na sociedade húngara já que prevê a criação de um sistema judicial controlado pelo governo, colidindo com a independência dos tribunais.


Alemanha e passado colonial

Dois membros do governo alemão pediram um debate sobre a responsabilidade do país face à sua história colonial. A ministra da Cultura, Monika Grutters, e a chefe do departamento de política cultural internacional do Ministério das Relações Exteriores, Michelle Munterfering, propuseram que se ponha termo a essa lacuna histórica. Num artigo no Frankfurter Allgemeine, as responsáveis defendem que os museus devem encarar abertamente a questão da devolução de bens culturais provenientes das colónias. No final do século XIX, a Alemanha foi a terceira potência colonial em África e manteve também colónias na Ásia e Oceânia.


Mais sem-abrigo no Reino Unido

Estatísticas oficiais divulgadas em Londres revelam que morreram no Reino Unido, em 2017, 587 sem-abrigo, 118 mais do que os registados em 2013. As pessoas sem tecto morrem por causas diversas, entre as quais o consumo excessivo de drogas e álcool, suicídios e acidentes de trânsito. Embora a Grã-Bretanha seja considerada a quinta economia mundial, o número de pessoas que dormem nas ruas aumentou dramaticamente na última década. Num país com 66 milhões de habitantes, mais de 24 mil pessoas são sem-abrigo, segundo a organização humanitária Crisis.