Aconteu
Delegação palestiniana em Palmela e Seixal

Três deputados e o secretário-geral do Conselho Legislativo Palestiniano estiveram no passado dia 13 nos concelhos de Palmela e do Seixal, onde reuniram com os presidentes daquelas câmara municipais, Álvaro Amaro e Joaquim Santos. Nas visitas participaram também o Embaixador da Palestina em Portugal, Nabil Abuznaid, e o deputado Bruno Dias, que preside ao Grupo Parlamentar de Amizade Palestina-Portugal.

Em Março do próximo ano, um grupo de jovens palestinianos participará nas comemorações do mês da juventude em Palmela.

No Seixal, a delegação, para além de uma reunião sobre o trabalho desenvolvido pelo município e pela rede de municípios pela paz, percorreu a exposição «Esta Bandeira de Esperança», dedicada à luta e aspirações do povo palestiniano.

Joaquim Santos manifestou a disponibilidade da edilidade seixalense para aprofundar as relações de solidariedade e apoio para com a Palestina, incluindo a recepção de grupos de jovens dos territórios ocupados no próximo ano.


Faleceu Catalina Pestana

Morreu no sábado, 22, aos 72 anos, vítima de doença, a antiga provedora da Casa Pia de Lisboa, Catalina Pestana. Nascida a 5 de maio de 1947, viveu no Barreiro e concluiu a instrução liceal em Setúbal, antes de ingressar no curso de Filosofia na Universidade de Letras de Lisboa.

Em 1971, já professora num colégio feminino, Catalina Pestana, que nunca deixou de leccionar apesar dos vários cargos de responsabilidade que assumiu (coordenadora nacional do Projeto Vida de Prevenção da Toxicodependência em Meio Escolar, diretora do Plano para a Eliminação de Exploração do Trabalho Infantil), foi uma das organizadoras das férias para os filhos dos presos políticos, passando, desde então, a ser alvo de vigilância apertada por parte da polícia fascista, a PIDE.

Entre 1975 e 1987 dirige o Colégio de Santa Catarina e em 2002 é nomeada provedora da Casa Pia de Lisboa, função que exerceu até 2007, tendo sido uma das vozes e dos rostos que, com enorme coragem, denunciou os abusos sexuais cometidos contra crianças da instituição ao longo de décadas e a teia de cumplicidades que os permitiram e encobriram.


Espólio de Cutileiro vai ficar em Évora

O escultor João Cutileiro foi homenageado, quarta-feira, 19, em Évora, cidade que vai receber o seu espólio. Na ocasião, o artista plástico de 81 anos foi agraciado pelo Governo com a medalha de mérito cultural.

A futura casa-atelier, com mais de 700 obras de João Cutileiro, resulta de um protocolo que envolve o Ministério da Cultura, a Câmara Municipal e a Universidade de Évora.

Na cerimónia, o escultor responsabilizou o Estado pelo futuro do seu espólio, e a ministra da Cultura garantiu que «tudo será feito» para que aquela doação sirva para fomentar o aparecimento de novos artistas.

Para Graça Fonseca, a casa-atelier dedicada a João Cutileiro é «um projeto extraordinário e uma homenagem justa a um grande artista português».


Português traz prata do Open de Boccia

Avelino Andrade conquistou a medalha de prata na classe BC3 na competição mundial de Boccia que decorreu a semana passada no Dubai. O atleta português foi derrotado na final pelo australiano Daniel Michel.

De acordo com a informações divulgadas pela Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, o jogador luso encetou uma recuperação notável depois de perder o primeiro parcial para o atleta asiático, contudo foi insuficiente para conquistar o ouro.

O boccia é uma modalidade destinada a atletas com deficiência motora que pode ser disputada individualmente, em pares ou por equipas de três elementos, sem divisão por género. A classe BC3 agrupa todos os praticantes que jogam com auxílio de calhas.


Maioria dos russos saudosos da URSS

Cerca de dois terços dos russos lamentam o colapso da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), cujo acto de dissolução formal foi assinado em Dezembro de 1991. De acordo com uma pesquisa elaborada por uma organização não-governamental russa durante o passado mês de Novembro, baseada numa amostra a nível nacional, a nostalgia do Estado soviético não só se mantém entre a maioria da população como se reforça.

Os dados divulgados pelo Centro Analítico Levada indicam que actualmente 66 por cento dos inquiridos lamenta a destruição da URSS, contra 58 por cento no ano passado.

Por dados desagregados, 60 por cento consideram que o colapso podia ter sido evitado e 52 por cento considera que era melhor o sistema económico comum às 15 repúblicas soviéticas.



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