Editorial

Tempo de luta e de novos avanços

Estamos a iniciar um novo ano! Um ano que queremos e desejamos seja um tempo de novos avanços e melhoramentos na vida dos portugueses e na solução dos grandes problemas nacionais. São estas as primeiras palavras do Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, na mensagem da Ano Novo. Palavras plenas de convicção de que, também como sublinhou, é possível fazer de 2019, com a luta dos trabalhadores e do povo, não só um tempo de esperança, mas de novos e mais decididos avanços no melhoramento das condições de vida do nosso povo! Uma luta que contará, como sempre contou, com a intervenção do PCP – o Partido que, assumindo e honrando os seus compromissos com o povo e o País, age para garantir e assegurar para Portugal um rumo de desenvolvimento económico, progresso social e independência nacional.

Os trabalhadores e o povo sabem por experiência vivida o papel determinante do PCP na criação das condições que permitiram suster uma ofensiva sem freios e abrir espaço à defesa, reposição e conquista e direitos. Um percurso construído com a luta dos trabalhadores, que se revelou decisiva. Um percurso construído a partir da acção e iniciativa política do PCP, sem a qual o anterior governo PSD/CDS não teria sido derrotado e parte significativa do que se alcançou de avanços, ainda que limitados, não teria sido possível. Mas os trabalhadores e o povo também sabem que a resposta que os seus problemas reclamam e o que o desenvolvimento do País exige é inseparável de uma outra política alternativa, patriótica e de esquerda, que rompa com as opções que estruturam a política de direita e que unem PS, PSD e CDS. É esta a questão crucial colocada aos trabalhadores e ao povo: o de, com a sua intervenção e luta, e, sobretudo, dando mais força ao PCP, criar as condições para uma política liberta dos compromissos com os interesses do grande capital, da submissão ao euro e às imposições da União Europeia.

2019 será, desde o seu início, um ano particularmente exigente. O PCP cá está para dar a resposta política necessária. Um ano preenchido por importantes batalhas eleitorais – quer as que no plano nacional terão lugar para o Paramento Europeu e para a Assembleia da República, quer as que se realizarão na Madeira para a respectiva Assembleia Legislativa Regional – e que colocarão ao conjunto do Partido, das suas organizações e militantes a tarefa de, com os seus aliados no quadro da CDU, afirmar o valor e importância do reforço da sua influência eleitoral enquanto condição para a construção da alternativa política capaz de responder aos problemas nacionais. Um ano seguramente preenchido com a intensificação da luta dos trabalhadores em defesa dos seus direitos, por melhores salários, contra as normas gravosas da legislação laboral. Uma luta que marca de forma impressiva a passagem do ano que finda para o que agora começa confirmando o seu valor e resultados – como entre muitos outros exemplos se pode destacar dos mais recentes a derrota imposta ao Governo do PS, travando a sua tentativa de apagar, ao arrepio da lei, o tempo de serviço dos professores. Um ano em que as comemorações do 45.º aniversário da Revolução de Abril se constituirão como importante momento para afirmar os seus valores e conquistas, para mobilizar e fazer convergir todos os democratas e patriotas no que ela significou e significa como referência maior nessa aspiração de um Portugal mais justo, desenvolvido e soberano. Um ano, a exemplo de todos os anos que este Partido tem de vida, em que o reforço da sua organização é factor essencial para a concretização com êxito das muitas tarefas que temos por diante.

Um reforço que, norteado pela resolução do Comité Central que definiu as dez direcções principais de trabalho, tem na acção dos cinco mil contactos com trabalhadores, na entrega do cartão do Partido e na responsabilização de quadros elementos prioritários. Um ano e um tempo de escolhas em que o povo português será confrontado com opções decisivas quanto ao seu futuro e que terá no PCP o mais coerente e protagonista deste processo de luta mais geral em que, não prescindindo nem desperdiçando todas as possibilidades de responder à elevação das condições de vida do povo português, o faz afirmando o seu projecto e ideal e inscrevendo como objectivo a luta por uma democracia avançada, pelo socialismo e o comunismo.



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