Aconteu
Faltam anestesistas no SNS

Os hospitais públicos portugueses têm mais de 500 anestesistas em falta. Os dados são do último censo sobre o sector, realizado em 2017, e foram recuperados na sequência da polémica desencadeada pela falta daqueles profissionais médicos na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, entre 24 e 25 de Dezembro passados. A maternidade foi forçada a encaminhar os casos não urgentes para outras unidades naqueles dias.

Ora de acordo com a pesquisa que abrangeu dezenas de unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde, o rácio de anestesistas por cada 100 mil habitantes a trabalhar exclusivamente no sector público era superior a 15, quando a recomendação da Federação Mundial de Sociedades de Anestesiologia é que o índice não baixe dos 18.


Espaços Cidadão aumentam

O número de Espaços Cidadão no território nacional é já de 537, sendo que mais de 320 foram inaugurados já nesta legislatura, informou, o mês passado, o Governo.

A mesma fonte, citada pela agência de notícias portuguesa, revelou que a média mensal de atendimentos atingiu em 2018 os 180.001, o que representa um crescimento em relação aos anos anteriores.

No ano passado, com 117 novos espaços a funcionar, os atendimentos atingiram as 1.188.006 pessoas.

Nestes espaços é possível tratar, entre outros serviços da Administração Central, da renovação do cartão de cidadão ou da carta de condução, marcações e renovações para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, sem que os munícipes tenham de se deslocar à sede de concelho.


Tsunami destrutivo na Indonésia

O maremoto que atingiu o estreito de Sunda, na Indonésia, a 22 de Dezembro, provocou pelo menos 430 mortos e deixou mais de 22 mil pessoas desalojadas, divulgaram, a semana passada, as autoridades de Jacarta. De acordo com o último balanço provisório, mais de 150 pessoas continuam desaparecidas e os feridos ascendem já a 1500.

A zona mais afectada foi a costa oeste da ilha de Java e o tsunami ocorreu sensivelmente 14 anos depois de um fenómeno sísmico semelhante que, em 2004, arrasou a província indonésia de Aceh, no norte da ilha de Samatra (do outro lado do estreito de Sunda), no qual morreram 167.799 pessoas e que afectou mais de uma dezena de países no oceano Índico.


Morreu Carlos Veiga Pereira

Faleceu no sábado, aos 91 anos, o jornalista Carlos Veiga Pereira, detentor da carteira profissional número 1A. Com uma vida inteiramente dedicada ao jornalismo, foi director de informação da ANOP, antecessora da Lusa, e da RTP, tendo-se demitido deste último cargo no final de 1976 devido a pressões do então governo do PS/Mário Soares.

Nascido em Angola, Carlos Veiga Pereira, conheceu ainda no liceu os patriotas angolanos Lúcio Lara e Agostinho Neto, com quem foi preso, em 1951, devido à promoção de um abaixo-assinado em defesa da paz e da independência das colónias portuguesas. Em 1953 foi enviado para cumprir pena na Companhia Disciplinar de Penamacor (militar).

Frequentou as universidades de Coimbra e Lisboa, tendo tido uma intensa actividade editorial e cultural antifascista, incluindo a direcção do jornal da Casa dos Estudantes do Império, a primeira publicação editada em Portugal pelos estudantes oriundos das colónias.

Inicia a sua carreira de jornalista em 1954, tendo passado pelo «O Primeiro de Janeiro» e o Diário Ilustrado (do qual foi fundador com Miguel Urbano Rodrigues), pelo «República», o «Diário de Lisboa» e o «Jornal de Letras», isto além de colaborações com a France Press e a revista mensal Seara Nova.

Foi forçado a partir para o exílio, em Paris, em 1962, onde permaneceu dez anos e trabalhou em vários órgãos de comunicação social. De regresso a Portugal, ingressou na ANOP e depois Lusa, onde se manteve até 1992.

Em Abril de 1975, foi um dos seis jornalistas eleitos para representar a classe no Conselho de Imprensa. Foi o primeiro presidente do Conselho Geral do Sindicato dos Jornalistas, órgão de que continuou a ser membro até à sua morte, tendo sido eleito pela última vez em 2018, proposto pela Lista A.


90 mil emigraram em 2017

O número de portugueses que emigraram voltou a cair em 2017, cifrando-se em cerca de 90 mil, divulgou, nos últimos dias de 2018, o Observatório da Emigração. O destino principal continua a ser a Grã-Bretanha e as descidas mais significativas foram observadas em destinos como Angola e a Suíça.

O número de portugueses forçados a emigrar desce continuamente desde 2013, quando o fenómeno atingiu um pico, registando-se as quebras mais significativas desde 2015.

Segundo estimativas das Nações Unidas igualmente relativas a 2017, citada pela Lusa, Portugal continua a ser, em termos acumulados, o país da União Europeia com mais emigrantes em proporção da população residente (considerando apenas os países com mais de um milhão de habitantes). No total, são mais de 2,3 milhões de emigrantes nascidos em Portugal, o que equivale a 22 por cento da população a viver emigrada, o que faz de Portugal, ainda, o 27.º país do mundo com mais emigrantes.



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