• Ângelo Alves

Revolução cubana é inseparável das lutas libertadoras pela independência
Viva Cuba!

Completaram-se na passada terça feira, 1 de Janeiro, os 60 anos do triunfo da Revolução Cubana.

«Finalmente chegámos a Santiago, foi um caminho duro e longo, mas conseguimos chegar». A frase com que Fidel iniciou o célebre discurso em Santiago de Cuba foi plena de significado e simbolismo. Fidel referia-se ao caminho iniciado com o assalto ao Quartel de Moncada, que apesar de derrotado militarmente abriu o caminho e afirmou o programa da Revolução; referia-se à prisão, ao exílio no México e ao regresso no Iate Granma; e referia-se à heróica e difícil luta dos combatentes de Sierra Maestra que acabaria por derrotar as forças militares e a ditadura de Batista.

Mas a frase de Fidel era ainda mais profunda. Como viria a afirmar e a deixar escrito, a Revolução cubana era, e continua a ser, inseparável das lutas libertadoras pela independência, pelo fim do regime colonial e pela libertação da escravidão que desde Outubro de 1868 se travaram naquele País e que tiveram em José Marti um dos seus maiores vultos.

O longo e difícil caminho referido por Fidel naquele 1º de Janeiro de 1959, continuou até hoje, com igual exigência. Nestes 60 anos a Revolução Cubana foi e continua a ser alvo dos mais diversos e criminosos ataques, conspirações e bloqueios do imperialismo. Mas, e apesar disso e das dificuldades e curvas apertadas da História que teve de enfrentar, a Revolução Cubana resistiu, avançou, alcançou importantíssimas conquistas e consolidou o seu carácter patriótico, socialista e internacionalista.

Para o povo cubano, o grande obreiro da Revolução, Socialismo é sinónimo de independência, de soberania, de dignidade, de justiça e de liberdade, e é isso que faz da Revolução Cubana um exemplo e fonte de inspiração. Ao longo dos últimos Cuba tem vindo a dar resposta a novos desafios do seu desenvolvimento e do enquadramento internacional com coragem e determinação. Está a fazê-lo do modo que sempre fez: com o povo a participar na construção do País e na definição do seu caminho.

Ao mesmo tempo que renovou a direcção política do País; que enfrenta uma das suas batalhas principais – a económica – com sinais que apontam para expectativas positivas de produção e crescimento económico e que desenvolve o seu próprio projecto de desenvolvimento tecnológico e de modernização administrativa, Cuba está a discutir, de forma profunda e participada, a sua lei fundamental.

A Assembleia do Poder Popular aprovou no passado dia 22 de Dezembro o texto final da Proposta de nova Constituição. O texto aprovado pelos deputados foi objecto de um notável exercício de participação democrática com 133.681 reuniões realizadas e mais de um milhão de intervenções proferidas. As quase 800 000 propostas recolhidas implicaram a alteração de 60% dos artigos de um projecto que reafirma o rumo socialista da Revolução cubana.

Num momento em que se adensam as denúncias da preparação de uma guerra imperialista na América Latina contra países como a Venezuela, a Nicarágua ou mesmo Cuba; num momento em que o Brasil vive páginas negras da sua História, Cuba celebra os 60 anos da sua Revolução afirmando o seu carácter patriótico, socialista, internacionalista e verdadeiramente revolucionário. E isso é, como sempre foi, um factor de alento para a luta dos povos da América Latina e do Mundo. Que viva Cuba!




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