Breves
Bruxelas avalia missão nos EUA

A Comissão Europeia anunciou em Bruxelas que está a discutir com a administração norte-americana a redução do estatuto da embaixada da União Europeia em Washington, passando de Estado para organização internacional. De acordo com a porta-voz da Comissão Europeia, Maja Kocijancic, «houve uma mudança recente na forma como o protocolo dos EUA implementa a lista de prioridades diplomáticas, pelo que debatemos com os serviços pertinentes as implicações». No final de 2018, o Departamento do Estado decidiu não convidar o embaixador da UE em Washington para o funeral do antigo presidente George Bush.


Rússia e Ucrânia reduzem comércio

A Rússia reduziu em pelo menos 510 milhões de dólares as importações da Ucrânia, com novas sanções que incluem uma lista de produtos proibidos do país vizinho, sobretudo produtos industriais e agrícolas. O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, determinou a proibição da importação de determinado número de mercadorias da Ucrânia no auge do diferendo entre os dois países. Tais medidas respondem a sucessivas limitações impostas por Kiev a produtos russos. Moscovo assinalou que a proibição de importações da Ucrânia manter-se-á até que aquele país suspenda as sanções à Rússia.


Trabalhadores alemães em greve

Empregados da segurança dos aeroportos Tegel e Schonefeld, em Berlim, paralisaram as actividades na segunda-feira, 7, exigindo melhores salários. Convocada pelo sindicato de serviços e empregados públicos Verdi, a greve durou quatro horas, em protesto pela falta de resultados nas negociações com a Federação de Empresas de Segurança Aérea. O sindicato, que reúne 23 mil trabalhadores do sector de segurança, exige um aumento do salário base de 17,12 euros para 20 euros por hora. «Não afastamos mais greves se a entidade patronal não apresentar uma proposta que sirva de base para o diálogo na próxima ronda negocial», marcada para 23, em Berlim, afirmam os trabalhadores.


Alemanha e França assinam novo tratado

O presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, vão estabelecer um novo tratado de cooperação bilateral. A assinatura terá lugar no próximo dia 22, na cidade alemã de Aachen. Segundo Paris, «os dois países procuram aprofundar os seus compromissos a favor da segurança e prosperidade dos seus cidadãos, no quadro de uma Europa mais soberana, unida e democrática». Entre os sectores abrangidos figuram segurança, economia, investigação, tecnologia, política externa, educação, cultura e clima e meio ambiente. O anterior acordo, o Tratado do Eliseu, de 1963, foi assinado por Charles de Gaulle e Konrad Adenauer, consolidando a reconciliação entre os dois países, após a II Guerra Mundial.


Milhares de húngaros contra «austeridade»

Em Budapeste, milhares de pessoas protestaram no sábado, 5, contra uma polémica reforma laboral, denominada «lei da escravatura», e a política de austeridade do governo de extrema-direita de Viktor Orbán. Sob a consigna «Não pararemos!», os húngaros protestaram na capital, convocados por sindicatos, organizações estudantis e partidos opositores, que desde há um mês manifestam a rejeição à lei aprovada. A lei aumenta de 250 par 400 o número de horas extras anuais, o que faz com que determinados assalariados possam ser obrigados a trabalhar seis dias por semana. «2019 será o ano da resistência», proclamaram os manifestantes, prometendo mais manifestações, greves e bloqueios de estradas. As centrais sindicais exigem uma nova lei laboral e a abolição da «lei da escravatura», o aumento dos salários, a regulação do direito à greve e uma reforma do sistema de pensões. Entre as exigências figuram também a redução de horas extras para os polícias, a independência da Justiça e dos meios de comunicação, assim como a demissão de Orban. Em Dezembro, numa vaga de protestos, a polícia reprimiu com gases lacrimogénios milhares de manifestantes na Hungria.