Breves
Professores fazem greve em Los Angeles

Milhares de docentes de Los Angeles começaram na segunda-feira, 14, a sua primeira greve em 30 anos, depois do fracasso de negociações sobre salários, tamanho das turmas e contratação de pessoal auxiliar. A decisão da greve foi descrita por dirigentes sindicais como o «último recurso», depois de quase dois anos de esforços falhados para alcançar um novo contrato para os professores do distrito escolar de Los Angeles. É o segundo maior distrito dos EUA, abrangendo 694 mil estudantes em 1322 escolas. Estima-se que participem na greve cerca de 34 mil professores.


Argentinos marcham contra alta de preços

Milhares de argentinos mobilizaram-se no dia 10, em Buenos Aires, numa marcha de protesto contra a alta de taxas nos serviços públicos anunciada pelo governo. Foram aumentados os preços dos transportes em cerca de 40%, o gás (35%), a água (50%) e a electricidade (55%). De acordo com alguns economistas, os aumentos farão crescer entre 4,5 e 5 pontos percentuais a inflação em 2019. Sob a consigna «Basta de tarifazos», as manifestações foram organizadas pelos sindicatos argentinos e antecedem uma greve geral prevista para Março. Depois da capital, estão marcados protestos em Rosário, Mar del Plata e Mendonza.


Protestos violentos no Zimbabué

Nas duas principais cidades do Zimbabué, Harare e Bulawayo, decorreram na segunda-feira, 14, manifestações violentas que levaram ao fecho de lojas, escolas, bancos e serviços. Foram interrompidas as comunicações através das redes sociais. As autoridades acusam o Movimento para a Mudança Democrática, na oposição, de ter promovido os distúrbios. Os protestos tiveram lugar no meio de uma greve geral de três dias convocada pelo Congresso dos Sindicatos do Zimbabué contra a subida do preço dos combustíveis, anunciada no sábado, 12, pelo presidente Emmerson Mnangagwa, antes de iniciar na Rússia uma visita a cinco países europeus.