Editorial

«Defender os interesses nacionais, afirmar a alternativa patriótica e de esquerda»

A CDU FAZ A DIFERENÇA

O actual quadro político está cada vez mais marcado pelo ambiente pré-eleitoral que se vive. Foram expressão desse «clima» as declarações de dirigentes do PS procurando chamar a si o mérito pelos resultados positivos que decorrem dos avanços e, ao mesmo tempo, constituí-los como prova de que Portugal se poderá desenvolver sem necessidade de romper com a submissão à União Europeia, ao euro e ao poder tentacular do grupos monopolistas. PSD, CDS e outros «novos» expoentes da política de direita atacam os avanços conseguidos pela luta e pela acção do PCP tudo fazendo para os desvalorizar, ou apagar e, desta forma, alijando responsabilidades pela desastrosa governação anterior, abrir caminho a uma nova fase de declínio e retrocesso social. O PCP, valorizando o que foi alcançado pela luta, mobiliza, desde já, com confiança, cada voto e, valorizando os contactos directos, parte para a discussão, o esclarecimento e o apelo sobre a importância de eleger mais deputados pela CDU para o Parlamento Europeu (PE) para assegurar a defesa dos interesses nacionais.

Para o PCP, sendo importante valorizar os avanços conseguidos pela luta dos trabalhadores e do povo e pela sua intervenção, mais importante é ainda criar as necessárias condições para a ruptura com mais de 4 décadas de política de direita (da responsabilidade do PS, PSD e CDS) e para a afirmação de uma política alternativa patriótica e de esquerda.

No quadro da iniciativa do Partido e intervenção na batalha eleitoral, destaca-se esta semana a apresentação do 1.º candidato da CDU às eleições do Parlamento Europeu, que hoje decorrerá em Lisboa, o Encontro Nacional de 2 de Fevereiro a realizar em Matosinhos no próximo dia 2 de Fevereiro, a acção de propaganda que amanhã terá início e se desenvolverá até 1 de Fevereiro, o contacto e mobilização de apoiantes da CDU.

E enquanto avança, com confiança, este trabalho de contacto, diálogo, esclarecimento e mobilização para o apoio à CDU, os deputados do PCP no PE prosseguem a sua acção combativa em defesa dos interesses nacionais, rejeitando as pressões, ameaças, constrangimentos e chantagens e lutando e intervindo pela concretização de uma verdadeira política de desenvolvimento soberano do País.

Do mesmo modo, é de relevar a acção firme e combativa dos deputados do PCP na Assembleia da República na defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, com destaque para as inúmeras iniciativas e propostas todos os dias avançadas para a resolução dos mais diversos problemas, de que são expressão, entre muitas outras, as propostas para as Leis de Bases das políticas de Saúde e de Habitação, para a revogação das normas gravosas da legislação laboral, para a defesa dos Serviços Públicos e para o investimento público.

Foi também neste sentido que Jerónimo de Sousa, no debate quinzenal do passado dia 11 na AR, valorizando os avanços conquistados, questionou o Primeiro-Ministro sobre a necessidade de responder às reclamações dos trabalhadores, nomeadamente melhorando os salários, respeitando e valorizando as carreiras, e defendendo os serviços públicos, com destaque particular ao Serviço Nacional de Saúde, que requer investimento público adequado e o fim das Parcerias Público-Privadas (PPP).

E foi ainda no sentido de melhor intervir pela melhoria das reformas e pensões que anteontem o PCP realizou a sessão pública «melhores reformas e pensões, condições de vida digna», no Pinhal Novo, com a participação de Jerónimo de Sousa.

No plano da luta de massas, regista-se o desenvolvimento da acção reivindicativa nas empresas, locais de trabalho e sectores. Assinala-se também a marcação da greve de trabalhadores da Administração Pública, enquanto avança a preparação da manifestação de mulheres a 9 de Março, em Lisboa, promovida pelo MDM, a manifestação de jovens trabalhadores a 28 de Março e o 1.º de Maio promovidos pela CGTP-IN, que importa desde já preparar a partir da acção reivindicativa nas empresas e sectores, como importante momento de convergência da luta não só pelos objectivos reivindicativos concretos, mas também por uma política que coloque no seu centro a valorização do trabalho e dos trabalhadores.

Prossegue também o reforço do Partido com particular atenção à acção dos 5 mil contactos com trabalhadores e que deve ser assumida à luz do seu profundo significado e importância para um PCP mais forte e influente e com uma melhor intervenção.

Sublinha-se igualmente a expressão da solidariedade do PCP à República Bolivariana da Venezuela, na tomada de posse do Presidente Nicolás Maduro, em cuja cerimónia se fez representar, condenando o Governo português pelo seu alinhamento com a posição da União Europeia de não se fazer representar e exigindo respeito pela soberania da Venezuela e o fim da desestabilização e ameaças, no respeito pela Constituição e na defesa dos interesses de Portugal, do povo português e da comunidade portuguesa naquele País.



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