Aconteu
Pólo norte magnético anda a fugir

O pólo norte magnético está a afastar-se do Canadá à velocidade de 55 Km ao ano. Segundo os cientistas, tal facto deve-se ao deslocamento do ferro líquido que existe no interior da terra.

A prestigiada revista Nature escreve que o fenómeno, que já está a dificultar a navegação, forçou os especialistas a rectificarem o Modelo Magnético Mundial (MMM), operação que estava prevista só para o próximo ano.

O MMM é o mapa magnético da Terra, de suma importância para a navegação marítima, bem como para numerosas aplicações de localização, como o Google Maps.

Phil Livermore, da Universidade de Leeds, referido pela Nature, diz que «a localização do pólo magnético parece ser regulado por duas grandes zonas magnéticas, uma sob o Canadá e outra sob a Sibéria. Esta parece estar a ganhar a competição».

O pólo norte desloca-se de modo imprevisível, o que tem fascinado os exploradores e os cientistas desde que foi definido pela primeira vez, em 1831, no Ártico canadiano.


Ciberdúvidas da Língua Portuguesa aniversariante

Procurado por todos que amam ou querem aperfeiçoar-se no traquejo da língua pátria, cumpriu 21 anos de bons serviços na passada terça-feira. Trata-se de «um espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa», lê-se no próprio portal digital. A iniciativa, pertenceu a José Mário Costa, que teve como co-fundador João Carreira Bom, já falecido.

Embora tenha beneficiado de um «pequeno subsídio», em 2012, do Gabinete do Secretário de Estado da Cultura de então, o Ciberdúvidas vive hoje «sem mais outros apoios, públicos ou privados, que auxiliem o custeamento do serviço que presta graciosamente a todos quantos, por esse mundo fora, querem saber sempre mais» da nossa língua.

Actualmente, o colectivo de José Mário Costa está «dependente da generosidade de um grupo de amigos que respondeu ao apelo SOS Ciberdúvidas».


Terras Sem Sombra mostra-se nos EUA

O Grupo de Cantares da Aldeia Nova de São Bento apresentou-se nos EUA no quadro do festival Terras Sem Sombra. O certame, de natureza itinerante, realiza-se desde 2013 etem como finalidade, além deinternacionalizar o cante, Património Cultural da Humanidade, divulgar a música, o património e a biodiversidade do Alentejo.

A comitiva integrou também autarcas e representantes de algumas das maiores empresas da região alentejana.

O grupo da Aldeia Nova, que regressou ontem a Portugal, teve a honra de se fazer admirar no Kennedy Center, em Washington, local sagrado de músicos e cantores de todo o mundo. O programa incluiu um almoço no Centro Cultural Português de Virgínia e uma oficina de cante alentejano, na Chancelaria da Embaixada de Portugal.

O festival Terras Sem Sombra prolonga-se até 7 de Junho, consagrando no seu programa as mais distintas actividades culturais.


Xutos & Pontapés na casa dos quarenta

A banda, que muitos conhecem da Festa do Avante e é a mais longeva e uma das mais bem-sucedidas do mundo musical português, fez 40 anos no passado domingo. Longínqua vai a madrugada em que, no salão dos Alunos de Apolo, em Lisboa, despacharam quatro músicas em menos de sete minutos. Comemoravam-se os 25 anos do rock n’roll, e os putos – Zé Pedro, falecido em 2017, Kalú, Tim e Zé Leonel – só conseguiram actuar às três da manhã.

Depois, o grupo auto-baptizou-se de Delirium Tremens e, mais tarde, de Beijinhos e Parabéns.

No próximo dia 25, os Xutos lançarão o álbum «Duro», rock da pesada, um «legado de perseverança e persistência, de luto e alegria, de ansiedade e calma», dizem eles.

Kalú, Tim, João Cabeleira e Gui, os componentes actuais da banda, apresentarão este seu último trabalho no Hard Club, no Porto, dia 1 de Fevereiro.


Grande vitória de Elizabete Jacinto

Elizabete Jacinto, ao volante de um MAN, foi a grande vencedora do rali África Eco Race, uma prova duríssima todo-o-terreno, que conheceu o seu final no passado fim-de-semana. Foi a primeira vez que uma mulher subiu ao mais alto degrau do pódio numa corrida por etapas de camiões.

Sem esconder a sua satisfação, a piloto emitiu um comunicado onde realça que o seu feito fará história no desporto motorizado internacional. «Estamos verdadeiramente felizes com a nossa prestação neste África Race», confessou a vencedora.

Elizabete tem no seu currículo outros triunfos em provas africanas, como os ralis de Marrocos e da Tunísia.

José Marques e Marco Chochino fizerem parte, também, da equipa portuguesa.



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