Breves
Sapadores parados

A greve no Regimento dos Sapadores Bombeiros de Lisboa registou uma adesão média de 98 por cento, no período até 29 de Janeiro, deixando sem resposta mais de 200 intervenções (embora salvaguardando serviços mínimos), revelou o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa. A paralisação, que prossegue até 5 de Fevereiro, integra-se na luta de âmbito nacional, promovida pelo STML e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, contra os projectos de lei com que o Governo procura destruir a carreira dos bombeiros profissionais e degradar as suas condições de aposentação.


Solidariedade reafirmada

Em Santa Maria da Feira, no centro histórico, decorreu no sábado, dia 26, uma acção de solidariedade e luta contra os despedimentos ilegais, a repressão e o assédio patronal, que contou com centena e meia de participantes, entre os quais o Secretário-geral da CGTP-IN e vários outros dirigentes da central, bem como a deputada Diana Ferreira e outros representantes do PCP.
Promovido pelo Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte, este «cordão humano» teve como motivo a reafirmação do apoio a Cristina Tavares, a trabalhadora corticeira que resiste ao segundo despedimento na Fernando Couto Cortiças, de Paços de Brandão. Com os mesmos objectivos, foi anunciada uma «tribuna pública» para 9 de Fevereiro, no Arraial de Lourosa, cidade que é conhecida como capital da transformação de cortiça e onde reside a trabalhadora resistente. Durante a concentração, foram cantados os «parabéns» a Cristina, que fizera anos na véspera. Arménio Carlos insistiu que a justiça tem de ser feita em tempo útil, face à fragilidade dos trabalhadores despedidos ilegalmente.
Foi ainda revelado que estão a ser desenvolvidos contactos para que esta trabalhadora e uma delegação sindical sejam recebidas pelos grupos parlamentares, para ouvir a posição destes sobre este caso concreto e a situação nas empresas corticeiras e de outros sectores.