Não se resolvem os problemas submetendo o País às imposições da UE
Confiança e força combativa em arruada e almoço com João Ferreira

ESCLARECER João Ferreira esteve sábado, 26, na Cruz de Pau e na Baixa da Banheira. Acolhimento caloroso e confiança foram tónicas dominantes na arruada e no almoço em que participou.

A par da atmosfera de apoio e simpatia em torno do primeiro candidato da CDU às eleições para o Parlamento Europeu, evidenciada foi uma forte participação nestas acções que, privilegiando o contacto directo com as pessoas, tiveram acima de tudo em vista o esclarecimento.

Por isso foram tão importantes as palavras do deputado comunista e vereador na Câmara de Lisboa nesta sua passagem por aquelas duas freguesias dos concelhos do Seixal e da Moita. Porque, sobretudo, permitiram aclarar a importância do que está verdadeiramente em jogo no próximo acto eleitoral, desmontar sofismas e falsidades, apontar caminhos e alternativas.

Assim aconteceu, desde logo, na distribuição mão-a-mão do folheto da CDU (com informações sobre a actividade dos deputados comunistas e o que propõem), com João Ferreira a fazer sempre acompanhar a entrega do documento de palavras de incentivo à participação e ao voto: «Está nas suas mãos dar um contributo para que as coisas mudem»; «o seu voto conta», disse, em várias ocasiões, no que era ainda um claro convite à reflexão.

Ou quando, depois de ter cumprido o trajecto que ligou dois espaços comerciais na Cruz de Pau, acompanhado por dirigente locais das forças que compõem a CDU, no final da arruada – a primeira realizada neste quadro de preparação das eleições para o Parlamento Europeu –, dirigindo-se às largas dezenas de presentes, explicou, por exemplo, como a política de submissão à teia de imposições da União Europeia conduziu a resultados desastrosos para o País, criou amarras que impedem o seu desenvolvimento soberano.

Vencer desafios
Linhas gerais de um discurso que, naquele sábado soalheiro em que o frio deu lugar a temperaturas quase de Primavera, João Ferreira retomou cerca de duas horas depois, já na Baixa da Banheira, perante as 120 pessoas que se juntaram no almoço que esgotou a capacidade do salão da Sociedade União Alentejana.

Com a presença na mesa dos presidentes da Câmara Municipal e da União de Freguesias Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, Rui Garcia e Nuno Cavaco, respectivamente, Vasco Paleta, da DORS e responsável concelhio, e Júlio Pinto, Cidália Boavida e João Galvão, dos organismos de freguesia e concelhia, este almoço, preparado com a habitual generosidade e o saber de camaradas, é bem o exemplo desse esforço, empenho e determinação com que o Partido, suas organizações e militantes encaram os desafios eleitorais que se avizinham.

E também confiança. Confiança que perpassou por ambas as iniciativas e que permite pensar, a prosseguir assim, que este caminho conduzirá com toda a certeza a bons resultados já em Maio próximo.

A importância destas eleições para o Parlamento Europeu foi, aliás, ponto que não passou à margem das intervenções de João Ferreira. Trata-se, precisou, da possibilidade de «eleger e dar mais força aos deputados da CDU que lá estão a defender os interesses dos trabalhadores, do povo e do País». A esta importância – «e não é coisa pouca», anotou -, acresce que a força com que a CDU sair das eleições será a «força que terá para travar as batalhas que virão a seguir, nomeadamente das legislativas».

Força essa da qual dependerá muita coisa, como ficou comprovado pela iniciativa e o papel assumidos por PCP e PEV desde o início desta legislatura e sem os quais, frisou, «nada do que se passou nestes três anos teria sido possível».

Enfrentar interesses
E valorizando todas e cada uma dessas reposições e conquista de rendimentos e direitos, João Ferreira não deixou de realçar também o «muito que ficou por fazer», os problemas que «ficaram sem resposta» e que, ficando, «agravaram-se».

Resposta essa que, em sua opinião, só pode ser dada se forem enfrentados os «interesses que o Governo minoritário do PS não tem estado disponível para enfrentar», sejam os interesses cá dentro do grande capital financeiro (que dominam sectores fundamentais da nossa economia, sejam as «imposições e determinações da União Europeia», com resultados desastrosos para Portugal.

E porque é necessário «valorizar muito mais os trabalhadores e distribuir de forma mais justa a riqueza», não há outra solução que não seja «romper» com essas determinações, sublinhou João Ferreira, que acusou a UE de «dizer tudo ao contrário daquilo que o País precisa e é necessário fazer: «aumento da idade de reforma em vez de a diminuir; desregular o mercado de trabalho em vez de garantir direitos a quem trabalha; aumentar a precariedade em vez de combater a precariedade».

A recuperação do controlo de empresas e sectores estratégicos (como a energia, banca, telecomunicações ou transportes), é outro imperativo que está colocado ao País, considerou, tal como é o aumento da produção nacional e com isso «criar mais riqueza e criar mais emprego».

E falando das opções que estão colocadas, considerou que a escolha certa não está em «ficar como estamos, sem responder aos problemas, ou andar para trás como alguns querem».

«A solução é mesmo andarmos para a frente, é mesmo preciso avançar», declarou, e para isso, observou, é preciso «sair destas batalhas com uma CDU mais reforçada».

«Vai ser com esta força, com toda a confiança, que vamos construir um grande resultado da CDU nas eleições que aí vêm», foi a convicção deixada por João Ferreira.

 



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