Aconteu
Maria do Céu Guerra agraciada

A actriz e encenadora Maria do Céu Guerra foi recentemente agraciada com o Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural. Em nota divulgada a 3 de Janeiro, o júri destaca uma vida dedicada à divulgação dos «grandes textos da literatura portuguesa», uma intervenção de vulto na qual assume relevo a manutenção da companhia de teatro «A Barraca» enquanto «núcleo de irradiação cultural, formativo e vocacionado para a descoberta e criação de novos públicos».

Maria do Céu Guerra é a primeira mulher a receber o prémio.


Mérito Cultural para Manuel Gusmão

O Ministério da Cultura decidiu atribuir ao poeta e ensaísta Manuel Gusmão, militante do PCP, a Medalha de Mérito Cultural. O galardão é entregue na próxima terça-feira, dia 5 de Fevereiro, na biblioteca do Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O Governo português reconhece, desta forma, o «inestimável trabalho de uma vida dedicada à produção literária e à poesia, difundindo amplamente, em Portugal e no estrangeiro, a Língua e a Cultura portuguesas, ao longo de mais de cinquenta anos.

Na nota oficial, a tutela sublinha ainda que «a obra de Manuel Gusmão associa o rigor académico à sensibilidade de poeta», contribuindo «activamente para o debate público sobre a renovação do ensino da Literatura».

Doutorado em Literatura Francesa, Manuel Gusmão fundou as revistas Ariane, que se publica desde 1982, e Dedalus, da Associação Portuguesa de Literatura Comparada (APLC), em 1991. Actualmente é coordenador editorial das revistas Vértice e Caderno vermelho, do Sector Intelectual de Lisboa do PCP, tendo publicado crítica literária no suplemento Ípsilon do jornal Público, em 2007.

Manuel Gusmão foi redactor das revistas de literatura e arte Letras e Artes e O Tempo e o Modo, e ainda da revista Seara Nova. Colaborou com o jornal Crítica, entre 1969 e 1971. Nascido em Évora há 73 anos, é membro da Associação Internacional de Literatura Comparada e do Centro de Estudos Comparados. Colabora com o Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo fundado a APLC e o Grupo Universitário de Estudos de Literatura Francesa.

Em 1975, foi eleito deputado à Assembleia Constituinte pelo círculo eleitoral de Évora. Foi membro do Comité Central do PCP entre 1979 e 2016.


Banca lucra com comissões

Os bancos que operam em Portugal lucraram em 2017 mais de 132 milhões de euros com a disponibilização de meios de pagamento como cartões de débito, pré-pagos e de crédito, sobretudo devido às comissões cobradas. Já os comerciantes tiveram, no mesmo período, encargos impostos pelas entidades de crédito na ordem dos 1.206,4 milhões de euros, igualmente devido aos meios de pagamento, revelam dados divulgados segunda-feira, 28, pelo Banco de Portugal (BdP).


Peniche cede espólio a Museu da resistência

A Câmara Municipal de Peniche decidiu entregar o espólio municipal relativo à Fortaleza de Peniche à Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), contribuindo, desta forma, para enriquecer o acervo que vai estar patente no Museu Nacional da Resistência e da Liberdade que ali vai ser criado.

De acordo com a agência de notícias portuguesa, entre as centenas de peças destacam-se as pertencentes a presos políticos que ali estiveram encarcerados durante a ditadura fascista, incluindo correspondência apreendida, utensílios, fardas e mobiliário, desenhos e poemas, fichas e actas prisionais, como aquela em que se regista a libertação dos prisioneiros a 27 de Abril de 1974.

Juntam-se ainda mais de 40 outros materiais que estiveram expostos até Novembro de 2017, quando o monumento encerrou ao público para obras.


Rússia lembra Leninegrado

Com uma parada militar em São Petersburgo, a Federação Russa assinalou no domingo, 27, os 75 anos do fim do bloqueio nazi à cidade soviética que então se chamava Leninegrado. O cerco de Leninegrado foi dos mais prolongados e brutais da história militar, prolongando-se por cerca de 900 dias (entre 8 de Setembro e 27 de Janeiro de 1944).

Não conseguindo tomar a cidade às mãos dos soviéticos, os nazis tentaram impor a rendição pela fome. Contudo não o conseguiram devido à resistência do povo e da direcção político-militar da URSS, que primeiro organizou a fuga de mais de 600 mil habitantes pelo lago Ladoga (o maior da Europa), e depois o abastecimento da cidade através deste.

Não obstante, estima-se que cerca de 1,5 milhões de soviéticos tenham morrido durante o cerco de Leninegrado, a maioria de fome.



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