Breves
Trivalor já cumpre

Ao fim de seis anos e meio de greves e acções com impacto público, em hospitais da região Norte e em empresas, como a RTP e a Petrogal, as concessionárias de cantinas, refeitórios e bares do Grupo Trivalor (Gertal e Itau) passaram a cumprir as normas da contratação colectiva e a pagar o trabalho em dia feriado com um acréscimo de 200 por cento.
Ao anunciar este resultado, o Sindicato da Hotelaria do Norte lembrou que as empresas aproveitaram-se da Lei 23/2012 do governo PSD/CDS, que suspendeu normas da contratação colectiva, e continuaram a pagar apenas 100 por cento pelo trabalho em dia feriado. Para um salário de 600 euros, significava o pagamento de 27,70 euros em vez de 55,40.
A par das acções de luta, foram feitas várias denúncias à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e protestos na delegação desta, no Porto, e na sede da ACT em Lisboa. Foram depois levantados alguns autos de notícia, que culminaram em condenações no Tribunal do Trabalho e na Relação.
Também na semana passada, o sindicato da Fesaht/CGTP-IN anunciou que a Casa de Saúde de São Lázaro, em Braga, perdeu o último recurso para o Tribunal Constitucional e vai ter de pagar mais de 12 mil euros a cada trabalhadora, por não ter cumprido a reclassificação profissional prevista no contrato colectivo da hospitalização privada, celebrado em 2010.


Thyssenkrupp recuou

Na Thyssenkrupp Elevadores ficou oficialmente sem efeito a imposição de horários por turnos (em vez do regime de piquete), que teria efeitos a partir de 1 de Fevereiro. A Comissão Intersindical da Fiequimetal na empresa, ao anunciar este recuo num comunicado de 25 de Janeiro, valorizou «a participação, a mobilização e a afirmação dos trabalhadores» e alertou que «esta postura deve-se manter, até que seja alcançado um acordo positivo para todos».
Entregue o caderno reivindicativo, a prioridade é dada à revisão salarial, exigindo valores que permitam progressivamente acabar com os casos de discriminação.


Médicos e professores na greve dia 15

Para 15 de Fevereiro, a Federação Nacional dos Médicos emitiu um pré-aviso de greve, associando-se à jornada de luta de todos os trabalhadores da Administração Pública, em defesa da dignidade dos trabalhadores e pela valorização das carreiras e dos serviços públicos. Ao anunciar esta decisão, no dia 1, a FNAM assinalou que os médicos partilham com os outros profissionais dos serviços públicos muitos dos problemas que os afectam, para além daqueles que lhes são específicos.
No mesmo dia, a Federação Nacional dos Professores veio exortar professores, educadores e investigadores a uma grande adesão à greve geral da Administração Pública, contribuindo para que, contra as políticas do Governo de degradação dos serviços públicos e desvalorização dos seus profissionais, 15 de Fevereiro seja um dia de enorme protesto na Educação e na Ciência.


Évora é Fidelidade

Dezenas de trabalhadores do centro de atendimento da Fidelidade, que funciona em Évora em regime de concessão à Newspring, deslocaram-se a Lisboa anteontem, dia 5, para se concentrarem frente à sede da seguradora, no Largo do Calhariz, à hora em que ali decorria uma reunião do conselho de administração. Este foi um momento marcante da luta dos trabalhadores daquele serviço, organizados no Sinapsa, por aumentos salariais, pela aplicação do contrato colectivo do sector e por um vínculo efectivo à empresa para que trabalham, muitos há mais de dez anos. Nesta acção, que coincidiu com o primeiro de quatro dias de greve, interveio o Secretário-geral da CGTP-IN. A deputada Rita Rato reafirmou aos trabalhadores (mulheres, na maioria) a solidariedade do PCP.


E as refinarias?

«A situação nas refinarias é preocupante e a única responsável é a administração Amorim», alertou no dia 4 a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal, chamando a atenção para a greve em Sines, há mais de trinta dias, e a paragem total no Porto, depois de um incidente.