África do Sul rejeita ingerências ocidentais

A África do Sul protestou contra as ameaças dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Holanda, Alemanha e Suíça de pôr em risco os investimentos no país africano a menos que o governo sul-africano actue contra os implicados em actos de corrupção. A mensagem dos países ocidentais foi transmitida por carta dirigida directamente ao presidente da República Sul-Africana, Cyril Ramaphosa.

Uma declaração emitida no domingo, 3, pelo Ministério das Relações Internacionais e Cooperação, e enviada às embaixadas desses países em Pretória, qualifica o invulgar pronunciamento ocidental de «desvio da prática diplomática estabelecida». As convenções e protocolos internacionais estabelecem que as missões diplomáticas comuniquem com o Estado anfitrião através do respectivo ministério dos Negócios Estrangeiros, expressa a nota. Todas as embaixadas, organizações regionais e internacionais acreditadas na África do Sul – acrescenta – estão a par deste protocolo, que é respeitado pelas representações sul-africanas no estrangeiro.

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Lindiwe Sisulu, deu instruções ao seu ministério para convocar os embaixadores ocidentais interessados em discutir as questões abordadas na correspondência e insistiu no cumprimento de um protocolo aceitável para tratar tais assuntos.

O governo sul-africano lembrou a todas as missões diplomáticas estrangeiras em Pretória que devem enviar a correspondência através dos canais diplomáticos apropriados.

A nota assinada por Lindiwe Sisulu sublinha que a África do Sul tem intensificado esforços para aprofundar e alargar as relações económicas com países de todo o mundo e considera positiva a resposta «entusiástica» recebida. «Estamos satisfeitos por todos os sectores do nosso Estado democrático, incluindo as agências governamentais, cumprirem os seus mandatos de modo a enfrentarmos os desafios actuais», acrescenta a declaração do governo sul-africano.




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