Incêndios de 2017 continuam a dizimar no distrito de Coimbra

Na segunda-feira, uma delegação da CDU, com João Ferreira, deputado do PCP e primeiro candidato às eleições para o Parlamento Europeu, visitou as áreas afectadas pelos incêndios de 2017 no distrito de Coimbra.
Em Silveirinhos, S. Pedro de Alva e Penacova – visita acompanhada por Carlos Fonseca, biólogo, presidente da Cooperativa de Produtores de Medronho e perito da Comissão Técnica Independente dos Incêndios – a Coligação PCP-PEV constatou a falta de informação junto dos agricultores e dos produtores florestais, os grandes atrasos na limpeza, estabilização de terrenos, em particular nas zonas montanhosas, e a falta de respostas ao nível do ordenamento da floresta. Evidente é também o problema do aumento de áreas com eucaliptos, fruto de propagação através de germinação de sementes de forma natural.
A delegação da CDU esteve, depois, em Oliveira do Hospital, tendo falado com um dos cerca de 40 trabalhadores que ficaram desempregados na sequência da destruição da fábrica da multinacional Lusimat.

Medidas necessárias

João Ferreira encontrou-se, também, com um pastor em Vila Franca da Beira, que, entre máquinas, alfaias, edifícios e ovelhas, teve um prejuízo de 32 mil euros. Após ter realizado o projecto e sucessivos atrasos e adiamentos, foi-lhe atribuído um apoio de 13,5 mil euros, com a condição de investir 32 mil euros. O produtor acabou por não levar a cabo o projecto por falta de capacidade financeira para arranjar os restantes 18,5 mil euros. No final do processo o produtor já nem conseguiu candidatar-se às ajudas de até cinco mil euros, e, por isso, foi obrigado a abdicar de repor a totalidade da capacidade produtiva anterior.
Como foi salientado, a CDU tem vindo a defender medidas no sentido de alargamento dos prazos e simplificação dos processos burocráticos de candidatura a apoios a ajudas em casos como este.
A coligação PCP-PEV continuará ainda a bater-se pela reposição da capacidade produtiva e apoios às vítimas; reforço da capacidade dos serviços do Ministério da Agricultura; valorização dos bombeiros, das equipas de sapadores florestais e reposição do corpo de guardas florestais; defesa da floresta não intensiva e dos baldios, combatendo a propagação de espécies infestantes; defesa da Agricultura familiar; combate ao despovoamento, com emprego, investimento público e serviços públicos.

 



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