Breves
Mais negociações entre China e EUA

China e Estados Unidos voltam a encontrar-se a 14 e 15, pela terceira vez em 2019, agora em Pequim, para prosseguir as conversações visando solucionar a guerra comercial imposta por Washington. O vice-primeiro-ministro Liu He dirige a parte chinesa, sendo a delegação norte-americana chefiada pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. Pequim classificou de frutífera e objectiva a anterior ronda de consultas, em Washington, com importantes progressos. As negociações centram-se em questões como protecção dos direitos de propriedade intelectual, transferência tecnológica e tarifas aduaneiras.


Reunião Trump-Kim a 27 e 28 em Hanói

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que uma nova cimeira entre ele e o dirigente da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, decorrerá em Hanói, a 27 e 28 de Fevereiro. Um porta-voz do governo do Vietname comentou que o seu país apoia firmemente os diálogos para manter a paz, a segurança e a estabilidade na península da Coreia. Trump e Kim reuniram-se já a 12 de Junho de 2018, em Singapura, concordando em trabalhar para normalizar as relações bilaterais e avançar para a desnuclearização e a paz duradoura na península coreana.


Cimeira da ONU para o clima

Novos dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) sobre o aumento da temperatura na Terra mostram a necessidade urgente de se empreender acções climáticas, alertou o Secretário-geral das Nações Unidas. Um relatório da OMM revela que 2015, 2016, 2017 e 2018 foram os quatro anos mais quentes desde que há registos. A temperatura média global da superfície terrestre em 2018 foi aproximadamente um grau centígrado superior à da média da era pré-industrial (1850-1900). António Guterres realçou que a Cimeira da Acção Climática, convocada pela ONU para 23 de Setembro, procurará mobilizar a vontade política e aumentar esforços para se alcançar os objectivos do Acordo de Paris.


África do Sul terá eleições em Maio

O presidente Cyril Ramaphosa revelou na Cidade do Cabo que as eleições gerais na África do Sul realizam-se a 8 de Maio. O anúncio foi feito durante o Discurso à Nação, no parlamento nacional. O presidente sul-africano afirmou que esta será uma oportunidade para todo o povo exercer o seu direito, duramente conquistado, de determinar a orientação do país. Numa intervenção de duas horas, Ramaphosa abordou os principais avanços, os desafios e os objectivos a curto prazo do governo. Lembrou os progressos ao longo dos 25 anos de democracia na África do Sul, apesar de todas as dificuldades, destacando que o caminho para a verdadeira liberdade é longo.


Aviação francesa intervém no Chade

O presidente do Chade, Idriss Déby Itno, afirmou que a «coluna de mercenários» que entrou no Norte do país a partir da Líbia foi «completamente destruída». Um porta-voz da União das Forças da Resistência (UFR), o grupo oposicionista visado por Déby Itno, denunciou que uma coluna de 40 viaturas com homens armados foi bombardeada no dia 3 por aviões Mirage franceses. Em Paris, o gabinete da ministra da Defesa, Florence Parly, confirmou a intervenção, invocando o acordo de cooperação entre França e Chade. Em N’Djamena está instalado o quartel-general da operação Barkhane, das tropas francesas que operam no Sahel.


RCA: acordo de paz assinado em Bangui

Representantes do governo da República Centro Africana (RCA) e de 14 grupos armados que controlam a maior parte do território do país assinaram em Bangui, no dia 6, um acordo de paz. O presidente Faustin Touadéra espera que com este acordo – o oitavo desde 2012 – cesse a violência contra os civis. O documento foi rubricado na véspera em Cartum, onde, por iniciativa da União Africana, os beligerantes estiveram a negociar. Desde 2013 que a RCA mergulhou numa guerra civil, apesar da presença da Minusca, a missão de paz da ONU, com 13 mil soldados.