Séc. 7 a.C. – Lídios criam a moeda moderna

A primeira moeda semelhante às de hoje – pequenas peças de metal com peso e valor definidos e com impressão de cunho oficial – chamava-se Electrum, era de uma liga de ouro e prata, tinha a forma de feijão e ostentava a marca do seu emissor: um leão, símbolo do rei Giges. Criada no reino da Lídia, no litoral da Anatólia, a moeda revolucionou a economia. Ao cunharem e emitirem moedas duráveis, portáteis, identificáveis e garantidas por um emissor, os lídios criam um padrão de valor que potencia o entesourar, a divisibilidade e a facilidade de transporte. Até aí, o comércio fazia-se com equivalentes de moeda (pedaços de cobre) e troca de meios tão diferentes como os animais, arroz, cacau, peles ou sal, por exemplo. É desta última «moeda» não metálica que vem o termo «salário». A primeira moeda cunhada em Roma, o denário, data de 268 a.C. A palavra vai dar origem ao termo dinheiro. Já as palavras «moeda» e «monetário» decorrem do nome da deusa Juno Moneta, no templo da qual o denário era fabricado. As moedas de ouro e prata eram uma garantia pelo seu valor intrínseco. Foram substituídas pelas de cuproníquel (liga de cobre e níquel), passando a moeda a valer pelo seu valor extrínseco, ou seja, o gravado na sua face, independente do valor do metal usado.



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