Aconteu
Só se conhecem dois casos de semi-idênticos

Investigadores australianos descobriram dois gémeos semi-idênticos, ou seja, não são nem idênticos, nem fraternos. Este é o segundo caso conhecido desde sempre.

No entanto, os cientistas afirmam ser possível haver mais casos como este em qualquer parte do mundo, ainda que sejam de uma raridade quase absoluta.

Nicholas Fisk, o médico australiano responsável pela equipa que acompanhou a gravidez e o parto, explica: «Os gêmeos semi-idênticos foram fecundados no mesmo embrião por dois espermatozóides, em simultâneo, com três séries de cromossomas cada um, isto é, três conjuntos genéticos. Dois deles contêm informação genética da mãe e do pai, mas o terceiro é composto por cromossomas vindos dos dois espermatozóides e não têm qualquer material genético materno».

Os gémeos semi-idênticos são irmãos resultantes da mesma gravidez, ainda que geneticamente não semelhantes.


«O Piropo Nacional» chegou aos escaparates

Escreve Sara Mourato, ao apresentar, numa página do portal «Ciberdúvidas da Língua Portuguesa», esta colectânea dos «mais expressivos galanteios de rua...entre eles e elas», lançada há dias pela editora «Guerra e Paz», que os «piropos constituem uma prática linguística universal que tem uma grande presença na cultura portuguesa. Por regra brejeiros e lúbricos, não raras vezes roçam o galanteio de mau gosto. A verdade é que os há, também, corteses e cavalheirescos e ... os dirigidos por elas a eles... Quem nunca soltou uma gargalhada ao ouvir certos piropos, em determinados contextos, ou até mesmo se sentiu mais desinibido depois de lhe ter sido dirigido uma expressão mais galante?»

Opina Mourato: «Apesar deste tipo de galanteio de rua estar mais associado aos homens, dois capítulos deste divertido livro “provam” à saciedade como as mulheres também o cultivam com gosto: «piropos no feminino para piscar o olho ao amado» e «piropos brejeiros de salto alto». Eis um exemplo: «És um bilhete de primeira classe para o pecado».


Galeria da ciência mais pobre

O académico russo Zhorés Ivanovitch Alfiorov, distinguido com o Prémio Nobel da Física no ano de 2000, faleceu no passado dia 2, em S. Petersburgo. Tinha 88 anos e era deputado da Duma Estatal russa.

O cientista consagrou-se ao desenvolvimento de heteroestructuras semicondutoras e à criação de componentes microelectrónicos rápidos. Foi este trabalho que lhe valeu o Nobel.

Depois de afirmar que a morte do académico constitui uma «enorme perda para a ciência russa e mundial», Alexandre Sergueiev, presidente da Academia das Ciências da Rússia, acrescentou que «Zhores Ivanovitch foi um grande cientista e uma pessoa que fez muito pela Academia», nos momentos mais difíceis.

Em 2013, então vice-presidente daquela instituição científica, Alfiorov afirmou ser justo que os laureados com o Prémio Nobel da Paz iniciem um processo para privar Obama daquele galardão, argumentando com a responsabilidade norte-americana pelos milhares de mortos na Síria.


Nelson Évora pula até à prata

O atleta português foi segundo no triplo salto dos Campeonatos Europeus de Atletismo de Pista Coberta, que decorreram no passado fim-de-semana, na cidade escocesa de Glasgow. Com um salto de 17,11, a sua melhor marca da temporada, Nelson alcançou a 11.ª medalha em grandes competições. É o terceiro melhor atleta europeu na sua disciplina, em pista coberta. O concurso foi ganho por Nazim Babaiev, do Azerbaijão, que sucede a Évora, medalha de ouro em 2015 e 2017.

Visivelmente satisfeito após subir ao segundo degrau do pódio, disse à comunicação social: «Não foi o melhor concurso para mim, tentei ser o mais competitivo possível, tentei sacar um bom salto, embora o melhor tenha sido um que fiz para marcar, nem tinha a certeza se era nulo ou não. Saio satisfeito na mesma, pois alcancei uma medalha, e seja qual for a cor é sempre uma honra representar da melhor forma as cores de Portugal.»



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