Editorial

MAIS FORÇA À CDU PARA DEFENDER O POVO E O PAÍS

Num quadro ainda marcado pelas comemorações do 45.º aniversário da Revolução de Abril e do 1.º de Maio, desenvolve-se a luta nas empresas, locais de trabalho e sectores de que foi importante expressão a manifestação da Administração Pública em Lisboa, na passada sexta-feira, com a participação combativa de milhares de trabalhadores, pelas suas reivindicações específicas.

A pouco mais de uma semana das eleições para o Parlamento Europeu, desenvolve-se por todo o País a campanha da CDU, uma grande jornada política de massas, que privilegia o contacto directo com os trabalhadores e as populações, com os sectores sociais anti-monopolistas, com patriotas, democratas e personalidades independentes que querem outro rumo para o País. Uma batalha que se alarga no contacto, no esclarecimento e na mobilização, apostada em ampliar, pela luta e pelo voto, o apoio à CDU, condição para afirmar os direitos dos trabalhadores e do povo e abrir caminho à construção da alternativa patriótica e de esquerda.

Foi neste âmbito que tiveram lugar esta semana, com a participação do Secretário-geral do PCP e do primeiro candidato da lista da CDU, mas também com o contributo dos outros 28 candidatos, dos membros do PCP e da JCP e de todos os activistas da CDU, sessões de esclarecimento, mini-comícios, acções à porta de empresas e locais de trabalho e outros locais de concentração da população, com destaque para a marcha da CDU «Em defesa do povo e do País» no Porto; para o jantar com mulheres apoiantes da CDU em Lisboa; para a sessão pública «Trabalhadores apoiam a CDU» em que foram entregues 1751 postais de apoio de dirigentes e delegados sindicais, membros de Comissões de Trabalhadores e representantes para a saúde e segurança no trabalho; para o almoço em Benavente e jantar em Santiago do Cacém com apoiantes da CDU. Iniciativas marcadas por um clima geral de entusiasmo e confiança nas possibilidades de dar mais força à CDU e, com mais força, criar condições para avançar na resposta aos problemas nacionais.

Continuámos também esta semana a sentir os efeitos da operação do Governo do PS ao ameaçar demitir-se a pretexto da reposição do direito à progressão na carreira dos professores e restantes trabalhadores com carreiras especiais. Como a votação de sexta-feira na AR viria a confirmar, tratou-se de um episódio bem revelador da natureza das opções do PS, PSD e CDS que continuam irmanados na submissão às imposições da União Europeia, colocando esses interesses à frente dos direitos dos trabalhadores e da resposta aos problemas nacionais.

De facto, para lá de aparentes divergências, o que mais uma vez ficou claro é que PS, PSD e CDS convergem sempre que estão em causa interesses do grande capital, sempre que se trata de garantir ao grande patronato as armas para, pela legislação laboral, atacar salários e liquidar direitos.

A posição do PCP nesta matéria é muito clara e coerente: levou à discussão na Assembleia da República propostas que correspondiam integralmente à reposição do direito à progressão na carreira e votou contra as propostas apresentadas por PSD e CDS que, a pretexto de aspectos financeiros e orçamentais, na prática anulariam a concretização da contagem integral do tempo de serviço. Para o PCP o que faz sentido é continuar a luta para que sejam adoptadas soluções que correspondam à plena concretização dos direitos destes e de todos os trabalhadores que se encontram nas mesmas circunstâncias.

Para o PCP, o que é preciso é levar mais longe os avanços conseguidos nos últimos quase quatro anos e construir uma política alternativa que valorize os trabalhadores, que promova o aumento geral dos salários e concretize a curto prazo o aumento do Salário Mínimo Nacional para 850 euros mensais, que combata a precariedade laboral e a desregulação dos horários de trabalho. Uma política que promova o investimento público como factor decisivo para a modernização do País, que liberte o País e a economia nacional do domínio dos grupos monopolistas e resgate a soberania nacional da submissão às imposições da União Europeia e do euro.

Para isso, é preciso agora dar mais força à CDU e, de igual modo, reforçar o PCP. E, desta forma, colocar Portugal – como sublinha o Comunicado do Comité Central de 8 de Abril - «no caminho do desenvolvimento económico e do progresso social e da afirmação da soberania nacional, na elevação das condições de vida, no investimento público e no financiamento dos serviços públicos, e na afirmação do regime democrático e dos valores de Abril».

A intervenção dinâmica e o reforço do PCP, a intensificação da luta, a campanha de massas que se desenvolve com o alargamento diário de contactos e apoios à CDU são sinais de confiança que é preciso projectar nesta fase final de campanha eleitoral. Fazer agora tudo para levar a luta ao voto. Para, depois, levar o voto à luta, em defesa dos trabalhadores, do povo e do País.



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