João Ferreira reafirma ao povo que «é o tempo de fazer crescer a CDU»

CAMPANHA Numa intensa jornada de contacto e mobilização nos distritos de Lisboa, Coimbra e Leiria, anteontem, João Ferreira acentuou os apelos ao voto no PCP-PEV frisando que «segunda-feira será tarde para arrependimentos».

De manhã à noite, praticamente sem interrupções, o primeiro candidato da CDU ao Parlamento Europeu (PE) esteve, terça-feira, 21, nos distritos de Lisboa, Coimbra e Leiria. Na Reitoria da Universidade de Lisboa, ao pequeno almoço, acompanhado por Sandra Pereira, número dois na lista do PCP-PEV, recebeu em mão o apoio de 150 docentes universitários, investigadores e bolseiros de diversas áreas e gerações. Os candidatos da CDU aproveitaram por isso o momento para sublinhar os argumentos pelos quais aqueles têm todas as razões para votar na sigla de comunistas e ecologistas.

Razões para votar na CDU emergiram, também, já mais perto da hora do almoço num encontro com pescadores e armadores no Porto de Peniche. Aqui, João Ferreira esteve acompanhado pelos candidatos Mariana Silva e João Delgado, e depois de ter ouvido um pescador agradecer tudo o que a CDU tem feito em defesa dos pescadores e da pesca, designadamente a de cerco, voltou a fazer suas as reivindicações dos homens do mar: valorização da primeira venda do pescado, mais meios para a avaliação e monitorização dos recursos, e fundos europeus para a requalificação da frota.

Assegurada pela CDU no PE foi, no anterior mandato, a compensação dos pescadores obrigados a paragem biológica, medida reconhecida por quem anda à faina e que João Ferreira aproveitou para desafiar uma vez mais as outras candidaturas a clarificarem as respectivas posições e propostas.

Decidir agora

Clarificação voltou a exigir o primeiro candidato do PCP-PEV ao final da tarde numa arruada que percorreu a baixa de Coimbra. Num comício na rua, ladeado por Laura Tarrafa, como ele candidata ao PE, João Ferreira lembrou que «temos insistido para que digam uma, duas ou três coisas importantes em que PS, PSD e CDS tenham votado de forma diferente no PE».

Disse-o para os acusar de «encenarem divergências com grande espalhafato», quando, na verdade, «nada os diferencia».

Convergência entre os partidos da política de direita notou ainda João Ferreira posteriormente num jantar de casa cheia, igualmente em Coimbra, no qual recebeu o apoio de 137 membros de Organizações Representativas de Trabalhadores do distrito. Nomeadamente na alteração para pior da legislação laboral, na Assembleia da República, no apoio a imposições da UE que agravam a precariedade e degradam direitos laborais e sociais e «condenam os trabalhadores aos baixos salários».

No próximo dia 26, acrescentou João Ferreira, «os trabalhadores, com o seu voto na CDU», podem dizer «bem alto que querem o aumento geral dos salários, designadamente do salário mínimo nacional para 850 euros»; que exigem «a valorização das profissões e carreiras». Nesse sentido, «cada voto na CDU é uma forma de luta».

Apelos à luta foram feitos, por fim, no comício nocturno que encheu a Praça Stephens, na Marinha Grande. Encerrando uma iniciativa abrilhantada pela actuação de Manuel Pires da Rocha, Catarina Moura e Luís Pedro Madeira, e na qual usaram da palavra os candidatos Mariana Silva e João Delgado, João Ferreira considerou que «desistir, não votar ou votar PS, PSD ou CDS, é meio caminho para ficar tudo na mesma, para não sairmos da cepa torta».

Num distrito devastado pelos incêndios em 2017 em resultado do abandono do mundo rural, fustigado, como outros, pela degradação dos serviços públicos e pela destruição e entrega a privados de importantes segmentos produtivos nacionais, o cabeça-de-lista da CDU recordou quem combateu pela resposta que se impunha, em Bruxelas e no terreno – a CDU e os seus eleitos –, e quem primou pela conivência com as orientações ditadas pela União Europeia.

«Bem podem PS, PSD e CDS atirar culpas uns para os outros sobre as dificuldades com que se debate a floresta – todos têm culpa no cartório, seja pelo que fizeram cá, seja pelo que fizeram lá, no Parlamento Europeu, e já agora também pelo que não fizeram, cá e lá», acusou João Ferreira, para quem «este é o tempo de fazer crescer a CDU», de não deixar a decisão para os outros», porque «na segunda feira, será tarde para arrependimentos», concluiu.



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