Em Bencatel, centenas de trabalhadores das pedreiras apoiam a CDU
Aumentar, valorizar e diversificar a produção

DESENVOLVIMENTO João Ferreira consagrou a tarde de quarta-feira, 15, à população de Évora, em forma de uma arruada, que partiu do Largo da Sé, cruzou a Praça do Giraldo e quedou-se no Largo Luís de Camões.

Ladeado por outros candidatos, dirigentes e militantes do PCP e PEV e activistas da CDU, o primeiro candidato da coligação às eleições de domingo para o Parlamento Europeu (PE) não regateou esforços para que as suas palavras, esclarecimentos e respostas chegassem a todos, ora na rua, ora em casas comerciais, restaurantes, cafés ou esplanadas.

A dado passo, foi completamente «abafado» pela Comunicação Social, que se atropelou a questioná-lo sobre assuntos ligeiros: «Estamos à vontade para dizer aquilo que queremos. O que vos peço é que não me façais perguntas sobre pessoas, mas sobre questões concretas», esclareceu. E para que tudo ficasse bem claro, acrescentou: «Quem, em cinco anos, não se distinguiu procura agora arranjar maneira de se diferenciar em 15 dias. Nós não vamos ao acessório, estamos aqui para prestar contas daquilo que fazemos.»

Já no Largo Luís de Camões, João Ferreira debruçou-se sobre questões e carências regionais, cuja resolução depende, em grande parte, da forma como a União Europeia as encara: «A região e o País vivem abaixo das suas potencialidades. A CDU bate-se e defende o desenvolvimento das forças produtivas, o aumento e diversificação da produção nacional, o reforço da articulação, contribuindo para o progresso harmonioso do espaço nacional, nomeadamente na vertente ambiental e ecológica.» Foi com o «nosso contributo decisivo que as metas de reciclagem de embalagens e resíduos foram revistas em alta», recordou.

João Simas, mandatário concelhio da CDU, «um produto de Abril», como ele próprio reconheceu, apresentou a sessão.

Apoio significativo

De manhã, o candidato pisou terras do Alentejo profundo, mais propriamente as de Bencatel, freguesia do concelho de Vila Viçosa. Bencatel e arredores alojam, nas suas entranhas, centenas de pedreiras, sendo estas e os milhares de braços a que dão trabalho a sua maior e, praticamente, única riqueza.

Num almoço com apoiantes, muitos deles trabalhadores das pedreiras, João Ferreira denunciou mais um atropelo aos interesses das populações do interior perpetrado por estes e anteriores governantes. Trata-se da ligação ferroviária Sines-Caia, que «esqueceu esta região» e todas as suas potencialidades de desenvolvimento. Para Bencatel, acusou, o «plano de desenvolvimento da ferrovia não prevê qualquer estação que permita o movimento de passageiros», nem uma plataforma de «cargas e descargas que possibilite o escoamento da produção das pedreiras».

No entanto, «nós não nos esquecemos dessa necessidade», pelo que «continuaremos a lutar, aqui e no PE, para que uma estação ferroviária seja uma realidade em Bencatel». O «problema está no facto de as prioridades para a França e a Alemanha serem as ligações internacionais», enquanto as «nossas são locais e regionais».

Sentaram-se à mesa deste almoço, entre muitos outros, os dirigentes locais, regionais e nacionais do PCP Ana Rocha, José Rato, Patrícia Machado e João Dias Coelho, o presidente da CM de Vila Viçosa, Manuel Condenado, e Tiago Aldeias, do PEV e candidato ao PE.

Os trabalhadores das pedreiras de Bencatel fizeram chegar a João Ferreira um documento de apoio eleitoral à CDU com centenas de assinaturas.




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