Editorial

«é possível e necessário realizar outra política»

AVANÇAR NA RESPOSTA AOS PROBLEMAS DO PAÍS

Após a apresentação pública de algumas linhas essenciais do Programa Eleitoral do PCP, na passada quarta-feira, dia 12, a CDU divulga os seus primeiros candidatos a mais seis círculos eleitorais: Porto, Viana do Castelo, Portalegre, Bragança, Guarda e Vila Real, avançando para estas eleições com uma intervenção determinada e confiante para alargar a influência nos círculos eleitorais em que elege e para disputar a eleição de deputados em círculos eleitorais onde não tem elegido. Entretanto realizou com a participação do Secretário-geral do PCP, nos passados dias 13 e 15 de Junho, respectivamente em Évora e no Funchal, iniciativas sob o lema «Avançar é preciso! Mais força à CDU», e na segunda-feira, 17, uma audição sobre Economia e Desenvolvimento inserida na preparação do Programa Eleitoral.

De facto, as eleições de 6 de Outubro para a Assembleia da República revestem-se da maior importância para o futuro da vida dos trabalhadores e do povo e em grande medida são decisivas na evolução da nossa vida colectiva no imediato e nos próximos anos. São a grande oportunidade para que os democratas e patriotas, todos os que aspiram a uma vida melhor, expressem a vontade de pôr o País a avançar, dando mais força à CDU, e impedir e derrotar os projectos daqueles que querem fazer o País andar para trás.

A CDU está neste combate eleitoral determinada a construir um resultado que garanta que o que se conseguiu de avanços na defesa, reposição e conquista de direitos e rendimentos nesta legislatura não volte atrás e para que se avance decididamente na elevação das condições de vida dos trabalhadores e do povo, traduzidas na melhoria dos salários, das reformas e pensões, das condições de trabalho e de vida, na concretização dos direitos à saúde, à educação, à protecção social, à mobilidade e à cultura.

E enquanto o PCP e a CDU continuam a lembrar os avanços conseguidos nos últimos quatro anos com a sua intervenção, PSD e CDS com o apoio dos órgãos da comunicação social dominante tudo fazem para desvalorizar ou fazer esquecer esses avanços e o PS tenta apropriar-se deles como meios de propaganda eleitoral.

A CDU leva para a frente uma verdadeira acção de massas contactando, esclarecendo e mobilizando para o voto na Coligação PCP-PEV, chamando a atenção para que foi o facto de o PS não ter tido maioria absoluta nas últimas eleições legislativas conjugadamente com a intensificação da luta de massas e uma maior expressão eleitoral da CDU que permitiu criar as condições para os avanços conseguidos. E lembra igualmente que só não se foi mais longe porque se impunha dar ainda mais força à CDU como condição decisiva para romper com a política de direita e libertar Portugal da submissão à União Europeia, ao euro e ao domínio do grande capital. E concretizar uma política alternativa patriótica e de esquerda capaz de responder a problemas nucleares para o futuro do País: a sustentabilidade demográfica e o pleno emprego, travando a baixa natalidade e a emigração; a redução das desigualdades sociais, com a eliminação da pobreza e correcção das assimetrias regionais; o desenvolvimento das forças produtivas e o fortalecimento quantitativo e qualitativo do tecido empresarial, no quadro da Revolução Digital; um Estado para a sociedade portuguesa do século XXI, com serviços públicos à altura das suas missões; um elevado nível de investimento público que assegure a manutenção e desenvolvimento das infraestruturas e equipamentos do Estado e um forte impulso à produção nacional.

Desenvolve-se a acção reivindicativa nas empresas, locais de trabalho e sectores e a luta das populações por mais e melhores serviços públicos. A CGTP-IN marcou na passada segunda-feira, uma manifestação nacional em Lisboa para o próximo dia 10 de Julho contra as propostas do Governo de manutenção das normas gravosas e alteração para pior da legislação laboral e que estão em discussão na Assembleia da República.

Prossegue a acção geral de reforço do Partido com particular atenção à campanha dos 5 mil contactos com trabalhadores e avança a preparação da Festa do Avante!, com a sua divulgação e venda antecipada da EP e, não descurando, ao mesmo tempo, a sua construção com a primeira jornada de trabalho marcada para o próximo dia 29.

Como sublinhou o Secretário-geral do PCP na Audição sobre Economia e Desenvolvimento da segunda-feira, em Lisboa, «é nossa profunda convicção que Portugal não está condenado ao atraso. É possível e necessário realizar outra política. Da nossa parte temos propostas e outras aqui virão, evidenciando a existência de uma política alternativa».

Écom esta confiança inabalável no futuro que enfrentamos os exigentes desafios do presente.



 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: