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Morreu o poeta cubano Roverto Fernández Retamar

O poeta e ensaísta cubano Roverto Fernández Retamar, Prémio Nacional de Literatura e presidente da Casa das Américas, morreu no sábado, 20 de Julho, em Havana, aos 89 anos.

«Perdemos um dos maiores poetas e pensadores da nossa América e do mundo: Roberto Fernández Retamar. Deixa-nos um trabalho excepcional, focado na descolonização e anti-imperialismo», escreveu na rede social Twitter o ex-ministro da Cultura cubano, Abel Prieto, citado pela Lusa.

Jornalista, poeta, ensaísta, professor universitário e diplomata, Fernández Retamar (1930-2019) começou a trabalhar muito cedo como jornalista na revista «Alba», para a qual entrevistou o vencedor do Prémio Nobel da Literatura norte-americano, Ernest Hemingway.

Na década de 1950 colaborou com a revista emblemática «Origens» e envolveu-se na luta clandestina contra o regime de Fulgencio Batista.

Após o triunfo da revolução liderada por Fidel Castro em 1959, ocupou vários cargos em instituições culturais, incluindo a Casa das Américas, onde dirigiu pela primeira vez a revista da instituição desde 1965 e assumiu a presidência de 1986 até à sua morte.

Fernández Retamar também fundou e editou até 1964 a revista «Unión» juntamente com Nicolás Guillén, Alejo Carpentier e José Rodríguez Feo.

Foi membro da Academia Cubana da Língua, que dirigiu entre 2008 e 2012, e membro correspondente da Real Academia Espanhola.

Autor de uma vasta obra em prosa e verso, os seus livros foram traduzidos para uma dúzia de idiomas e o seu ensaio «Caliban, notas sobre a cultura da nossa América» (1971) é considerado um dos mais importantes da literatura latino-americana do século XX.

Fernández Retamar era membro do Conselho Cubano de Estado – o órgão máximo do Governo no país – e deputado na Assembleia Nacional entre 1998 e 2013.

Em 1989 foi agraciado com o Prémio Nacional de Literatura, o mais importante do género na ilha, e depois com o Prémio Nacional de Ciências Sociais, em 2012, e com o Prémio Internacional José Martí, da Unesco, em Janeiro passado, entre outras distinções.


Bronze nas Olimpíadas de Biologia

Estudantes portugueses conquistaram a medalha de bronze nas Olimpíadas Internacionais de Biologia em Szeged, na Hungria, anunciou, no dia 21, a Ordem dos Biólogos.

«Portugal voltou a ter um fortíssimo destaque mundial na Olimpíada Internacional de Biologia ao ganhar, pelo sexto ano consecutivo, importantes distinções que muito honram o nosso País», afirma a Ordem dos Biólogos, em comunicado.

Portugal foi representado pelos estudantes Diogo Nogueira, José Miguel Matos, Marco Ribeiro e Raul Jorge Sofia.


Campeão europeu de sub-20 em basquetebol

Portugal sagrou-se no domingo, 21, campeão europeu da divisão B de sub-20 em basquetebol, após derrotar, na final, a República Checa por 73-58, em jogo disputado no Centro de Congressos e Desportos de Matosinhos.

Depois de na véspera ter garantido a subido à divisão A, ao apurar-se para a final, a equipa portuguesa foi imparável, impondo a sua categoria num jogo que a fez entrar para a história.


Franito vence Festival de Almada

No encerramento da 36.ª edição do Festival de Teatro de Almada, a 18 de Julho, foi dado a conhecer qual a preferência dos espectadores para o Espectáculo de Honra do próximo ano do certame: Franito, com encenação de Patrice Thibaud e Jean-Marc Bihour, pelo Théâtre de Nîmes. A 37ª edição do Festival decorrerá de 4 a 18 de Julho de 2020.


Regresso à Lua

No sábado, 20 de Julho, dia em que se comemorou os 50 anos da chegada do homem à Lua, a nave russa Soyuz MS-13 deslocou-se de Baikonur, Cazaquistão, com três tripulantes a bordo, rumo à Estação Espacial Internacional. Os astronautas levavam nos seus fatos um distintivo especial para assinalar o meio século da missão Apolo 11.

Dois dias depois, 22, a Índia lançou uma nave espacial não tripulada para o pólo Sul da Lua. A «Chandrayaan-2» pretende explorar os depósitos de água do único satélite natural da Terra.

 



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