Breves
Acordo na Petrogal

As matérias remuneratórias, com efeitos a 1 de Janeiro, e o encerramento dos processos disciplinares que foram levantados a vários trabalhadores, durante a luta em defesa dos direitos, foram pontos decisivos para se chegar à assinatura do Acordo de Empresa na Petrogal, no dia 4. Num comunicado aos trabalhadores, a Fiequimetal/CGTP-IN alguns desses pontos, como: reposição dos valores da tabela salarial e aumentos em 2019, 2020 e 2021; aumentos do complemento mínimo de pensão de reforma; aumento do prémio de reforma; direito ao subsídio de casamento; atribuição de parcelas remuneratórias por revisão e consolidação do regime contratual; condições de reforma antecipada de trabalhadores por turnos; manutenção de todos os direitos previstos nos regimes de reformas e de saúde; rejeição do banco de horas; antecipação dos tempos para progressão salarial.


Handling é desgaste

Foi admitida no dia 18, na comissão parlamentar de Trabalho, a petição para que sejam consideradas como de desgaste rápido as profissões de operador de assistência em escala e técnico de tráfego de assistência em escala, informou «com satisfação» o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos. Lançada em Janeiro, esta iniciativa do Sitava (sindicato da Fectrans/CGTP-IN) foi entregue a 12 de Junho, com 5400 assinaturas.


Mais 50 euros na têxtil

A campanha reivindicativa por um aumento salarial mínimo de 50 euros, anunciada no início de Junho pelo Sindicato do Sector Têxtil da Beira Baixa, obteve «forte apoio» e já foram recolhidas mais de duas mil assinaturas para um abaixo-assinado que dá força à apresentação de cadernos reivindicativos em cada uma das cerca de duas dezenas de empresas abrangidas.

O sindicato da Fesete/CGTP-IN assinalou, em nota de imprensa de dia 22, que os subscritores representam já mais de 50 por cento do pessoal da produção. Destaca também a adesão de jovens e de trabalhadores com funções técnicas, administrativas e logísticas e de engenheiros.


AGEAS fora da lei

«Não está assegurado o cumprimento da lei» no que respeita ao processo de despedimento na AGEAS Seguros, que deveria ter formalizado um despedimento colectivo, em vez de propostas individuais de revogação do contrato de trabalho por mútuo acordo – protestou o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins. O Sinapsa contestou o despedimento de 90 trabalhadores, a nível nacional, alertou que não fica assegurado o subsídio de desemprego e apelou a que nenhum dos visados assine qualquer acordo para cessação do contrato. A posição do sindicato teve o apoio dos trabalhadores, num plenário que teve lugar dia 16, no Porto, e no qual a AGEAS foi acusada de apenas prosseguir a política de entrega de trabalho a empresas de serviços (outsourcing).

Um novo plenário foi convocado para ontem, de manhã, no exterior do edifício da seguradora, no Campo Alegre (Porto).


Greve no SUCH

Contra a intenção do SUCH (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais) de recusar aumentos salariais a quem aufere mais de 617 euros, a Fesaht/CGTP-IN convocou greve nacional de 24 horas para dia 29, sábado, com concentrações a nível regional. A federação exige que o Governo (que estabeleceu uma remuneração mínima de 635 euros na Administração Pública) intervenha para que a administração altere a sua posição.

O apoio à greve foi declarado num plenário, dia 19, por cerca de 200 trabalhadores dos serviços de alimentação, bares, lavandarias e resíduos, no Hospital Universitário de Coimbra, que no fim da reunião se deslocaram ao conselho de administração.


Greve no Algarve

Para a próxima quinta-feira, 1 de Agosto, o Sindicato da Hotelaria do Algarve convocou uma greve regional neste sector, promovendo uma manifestação em Faro, com início às 16 horas, junto da sua sede (Rua Brites de Almeida, 12). As empresas e as associações patronais AIHSA e AHETA devem negociar melhores salários e condições de trabalho, exige o sindicato.