Breves
Palestina condena proibição israelita

O primeiro-ministro da Palestina, Mohammad Shtayyeh, criticou em Ramallah a decisão de Israel de proibir a entrada das congressistas estado-unidenses Rashida Tlaib e Ilhan Omar na Cisjordânia ocupada. A decisão de Telavive significa medo de expor à opinião pública dos EUA e internacional a opressão da ocupação israelita sobre o povo palestiniano, disse Shtayyeh. Israel luta contra todos os que se opõem à sua perspectiva de manter a ocupação e tenta silenciar as vozes que pedem a paz e a realização dos direitos do povo palestiniano, acrescentou. A proibição de entrada das congressistas na Cisjordânia confirma a incompatibilidade entre democracia e racismo, reafirmou.


Fosso salarial aumenta nos EUA

Os executivos das grandes empresas dos EUA recebem um salário 278 vezes superior à remuneração dos trabalhadores, revela um estudo. Em 2018, indica a investigação do Instituto de Política Económica, em Washington, a média dos pagamentos anuais dos diretores das 350 maiores companhias foi de 17,2 milhões de dólares. O fosso salarial entre as duas partes passou de uma relação de 20 para um em 1965 para 58 para um em 1989. Além disso, entre 1978 e 2018, as remunerações dos directores executivos aumentou mais de mil por cento e o salário dos trabalhadores cresceu pouco mais de 12 por cento.


OMC prevê menos comércio mundial

A Organização Mundial do Comércio (OMC) previu para o terceiro trimestre de 2019 uma contracção da troca global de bens, considerando dados recentes sobre exportações, transportes aéreos de carga e outros indicadores. É provável que o crescimento do volume do comércio mundial permaneça débil nesse período, segundo o Barómetro sobre o Comércio de Mercadorias dessa organização, que realça que ainda não é previsível um crescimento mais vigoroso das trocas. A OMC considera que as tensões que geram barreiras comerciais e maior incerteza representam riscos significativos para o aumento de trocas.


Caxemira é «foco de tensão nuclear»

O porta-voz das forças armadas do Paquistão, general Asif Ghafoor, afirmou que a disputada região de Caxemira representa «um foco de tensão nuclear» e instou a comunidade internacional a procurar vias para resolver a situação. As palavras de Ghafoor seguem-se a declarações do ministro da Defesa da Índia, Rajnath Singh, segundo as quais o seu país poderia abandonar a política de «não ser o primeiro» a utilizar armas nucleares. O porta-voz militar paquistanês considerou «irresponsáveis» as afirmações de Singh. A região de Caxemira é reclamada na totalidade tanto pela Índia como pelo Paquistão e na actualidade está dividida entre os dois países.


China, Coreia do Sul e Japão dialogam

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da China, Japão e Coreia do Sul reúnem-se esta semana em Pequim para abordar a actualidade das suas relações e analisar assuntos regionais e globais. O chinês Wang Yi, o japonês Taro Kono e a sul-coreana Kang Kyung-wha, à frente das suas delegações, vão preparar a oitava reunião dos líderes dos três países e debater a cooperação trilateral. Este encontro entre representantes das três potências asiáticas é importante, sobretudo no contexto actual de fricções comerciais e históricas que remontam à II Guerra Mundial. A China e o Japão retomaram há dias o diálogo estratégico bilateral interrompido há sete anos.


Ataque terrorista faz 63 mortos em Cabul

O grupo terrorista «Estado Islâmico» (EI) reivindicou o ataque perpetrado no sábado, 1, durante um casamento na capital afegã e que provocou pelo menos 63 mortos, incluindo crianças, e 182 feridos. Primeiro imolou-se um terrorista e depois explodiu um carro bomba durante a festa da boda. Trata-se do mais mortífero atentado em Cabul neste ano. O Afeganistão vive uma situação de instabilidade face aos ataques de diversos grupos e, desde 2015, do EI, apesar da forte presença militar dos EUA e seus aliados no país.