Breves
COIMBRA
Carências e potencialidades das maternidades

Durante a última quinzena de Julho várias pacientes puérperas da Maternidade Daniel de Matos foram transferidas para a Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Geral (Covões), regressando depois à unidade de origem com condições para ter alta clínica. O Organismo de Direcção de Coimbra do PCP da Administração Pública Central lembra que estas transferências – que contrariam a «habitual orientação» para o pólo dos Hospitais Universitários de Coimbra (HUC) – ocorreram durante o período em que a Medicina Intensiva deste pólo teve a sua capacidade de resposta reduzida por se encontrar em manutenção e sem que a equipa de Cuidados Intensivos do Hospital dos Covões tenha sido reforçada.

Para o Partido, esta situação deixou evidente que as maternidades actualmente em funcionamento «não conseguem garantir a prestação de cuidados intensivos a pacientes com diferentes quadros clínicos de risco», pelo que se impõe não só uma melhor articulação com um hospital geral como a sua dotação com equipamentos modernos e os recursos humanos necessários à melhoria do serviço, até que se conclua a construção da nova Maternidade. Ao mesmo tempo, realça, revelou que o Hospital dos Covões tem «capacidade de prestar cuidados diferenciados a situações de risco». Assim, concluem os comunistas, é «essencial reverter o processo de fusão, concentração e subdimensionamento das unidades que integram o CHUC; revitalizar o Hospital dos Covões e impedir o desmantelamento de serviços em curso; avançar de forma célere com o processo de instalação da nova Maternidade no Hospital Geral dos Covões, de modo a garantir a prestação de cuidados de qualidade».


LITORAL ALENTEJANO
Requalificar os sistemas de rega do Vale do Sado

O PCP defende obras de requalificação urgentes no sistema de rega do Vale do Sado, que integra as barragens do Pego do Altar e de Vale do Gaio e conta com um perímetro de rega de cerca de 200 quilómetros. As obras previstas só abrangem perto de 80 quilómetros e durante a sua realização o fornecimento de água para a actividade agrícola seja interrompida durante o próximo ano. Para o PCP, é necessário encontrar soluções capazes de minimizar os impactos negativos das obras nos rendimentos dos agricultores e na perda de produção. Entre as soluções possíveis, algumas das quais foram implementadas noutras regiões do País, os comunistas propõem que se faça a obra de forma faseada, sem colocar em causa o financiamento da intervenção e que simultaneamente permita o fornecimento de água. Sobre a urgência das obras, lembra-se que o aproveitamento hidroagrícola de Vale do Sado remonta aos anos 40 do século passado e que o perímetro de rega tem hoje uma perda de água na ordem dos 30 por cento.