Brasil ameaça abandonar Mercosul se peronismo vencer na Argentina

O ministro da Economia brasileiro, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil poderia abandonar o Mercado Comum do Sul (Mercosul) se o candidato Alberto Fernández ganhasse as eleições presidenciais na Argentina, em Outubro.

«Não podemos ficar obcecados pela crise Argentina. O Mercosul, é evidente, é um veículo para a inserção do Brasil no comércio internacional. Mas se [Cristina Fernández] Kirchner quiser entrar e fechar a sua economia, saímos do Mercosul», disse Guedes, no dia 15, em São Paulo, num evento para empresários e investidores.

Alberto Fernández, candidato da Frente de Todos e que tem como companheira de lista a senadora e ex-presidente Cristina Fernández Kirchner (2007-2015), alcançou nas recentes primárias uma ampla vantagem sobre o actual chefe de Estado e candidato Mauricio Macri.

De acordo com os resultados, ainda provisórios, das eleições primárias, abertas, simultâneas e obrigatórias, com mais de 99% das mesas escrutinadas, Fernández obteve 47,3% dos votos contra 32,09% de Macri, da lista Juntos pela Mudança.

Para Paulo Guedes, a continuidade do actual governo de Buenos Aires facilitaria a «abertura comercial» do Brasil, incluindo com os EUA, pela proximidade ideológica entre os presidentes Macri, Jair Bolsonaro e Donald Trump. Insistiu que existe uma «excelente química» entre os três e que isso «facilita as coisas».

O pobre desempenho de Macri nas urnas provocou pânico no mercado financeiro na Argentina e teve repercussões no Brasil.

O Mercosul, integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, assinou há pouco um acordo de livre comércio com a União Europeia, após 20 anos de negociações.



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